Segunda Fase da Operação Lívia Desmantela Rede de Exploração Digital Seis adolescentes foram apreendidos nesta terça-feira (data específica não informada na fonte) sob suspeita de envolvimento em um grupo que induziu uma menina de 13 anos à automutilação e ao suicídio durante uma transmissão ao vivo na plataforma Discord. A investigação, que está em sua segunda fase, aponta que parte dos apreendidos atuava no recrutamento e na chantagem de vítimas consideradas vulneráveis. Este caso chocou o país e levou à suspensão temporária das transmissões ao vivo na plataforma pela ANPD. O Que é 'Escravidão Digital' e Como Funciona A conduta investigada é parte do que os investigadores denominam como "escravidão digital". Essa prática envolve uma dinâmica de coerção, chantagem e controle no ambiente virtual. As vítimas são submetidas a ameaças e pressões para cumprir as exigências dos integrantes desses grupos. No caso em questão, os suspeitos obtinham informações para chantagear as vítimas, induzindo-as à automutilação. Avanço da Investigação e Novas Apreensões A operação, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (PCMS) com apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), através do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), já havia realizado uma primeira fase no início de agosto. Naquela ocasião, cinco adolescentes foram apreendidos e um jovem de 18 anos foi detido. As novas apreensões foram possíveis a partir da análise de materiais computacionais, telefones e mídias apreendidos na primeira etapa. Integração das Forças de Segurança para Combater Crimes Cibernéticos A segunda fase da Operação Lívia reforça a importância da atuação integrada entre as forças de segurança para combater estruturas criminosas que exploram a vulnerabilidade de crianças e adolescentes no ambiente digital. "A partir do aprofundamento da análise dos elementos apreendidos na primeira etapa, foi possível identificar novos envolvidos e avançar na responsabilização de integrantes dessas redes", afirmou Anne Karine, Delegada da Polícia Civil do Mato Grosso do Sul. A operação conta com a participação de equipes das polícias civis da Bahia, Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo, demonstrando o alcance nacional do problema e a resposta coordenada das autoridades.