Polônia e Luxemburgo Investigam Incidentes Aéreos Em um sábado de crescente tensão geopolítica, a Europa observou novos incidentes aéreos que levantaram preocupações. A Polônia realizou operações militares para a proteção territorial, ativando sistemas de defesa aérea e radar. Embora as operações tenham sido encerradas sem constatação de violação, a medida reflete a apreensão com o aumento de ataques híbridos atribuídos à Rússia em países europeus. Paralelamente, Luxemburgo está investigando a detecção de drones em seu espaço aéreo. A presença desses aparelhos levou à suspensão temporária do tráfego no principal aeroporto do país, afetando mais de 1.800 passageiros e o desvio de 17 voos. O primeiro-ministro Luc Frieden afirmou que o país coopera com aliados da OTAN para esclarecer a origem dos drones, identificados como “potencialmente maiores” nos últimos dias. Moldávia Denuncia Possível Violação de Espaço Aéreo A Moldávia condenou uma possível violação de seu espaço aéreo após a descoberta de destroços de um drone perto de sua capital, Chisinau. O incidente, que ocorreu após uma explosão na localidade de Colonita, foi classificado pelo Ministério das Relações Exteriores moldavo como uma “consequência grave da guerra de agressão travada pela Rússia contra a Ucrânia”. As autoridades consideram qualquer entrada não autorizada no espaço aéreo moldavo inaceitável e uma grave violação da soberania do país. Reino Unido e França Relatam Aumento de Ameaças No Reino Unido, o jornal The Independent reportou mais de 300 incidentes envolvendo drones em instalações militares nos últimos 12 meses, um aumento significativo em relação aos anos anteriores. O Ministério da Defesa britânico declarou levar “muito a sério a ameaça representada por drones hostis” e que o aumento dos incidentes reflete progressos em vigilância e notificação, com a expansão de zonas de espaço aéreo restrito sobre locais militares estratégicos. A secretária de Estado das Forças Armadas do Reino Unido, Louise Sanders-Jones, enfatizou a vigilância constante contra ameaças potenciais e a determinação do governo em enfrentar qualquer agressão. Essas revelações ocorrem em um contexto onde a Rússia convocou a encarregada de negócios interina britânica para protestar contra o fornecimento de drones e armamentos à Ucrânia, alertando que instalações militares britânicas seriam alvos legítimos. Na França, o presidente Emmanuel Macron observou uma intensificação da “ameaça híbrida russa” nas últimas semanas. Em resposta, lideranças do partido de extrema direita Reunião Nacional, Marine Le Pen e Jordan Bardella, emitiram um comunicado condenando atos “hostis” de Moscou e afirmando que a Rússia não pode ditar a política francesa por meio de intimidação. EUA Reforçam Sanções contra a Rússia Em paralelo a esses eventos, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, promulgou uma nova lei de sanções contra a Rússia, focada no setor de energia e visando a “frota fantasma” e autoridades russas de alto escalão. A medida, que permite a imposição de tarifas de até 100% sobre importações russas de gás e petróleo, representa a primeira grande ação do Congresso contra Moscou desde o retorno de Trump ao poder, em um esforço para pressionar a Rússia em decorrência da guerra na Ucrânia.