O que é Fibrilação Atrial? A fibrilação atrial é o tipo mais prevalente de arritmia cardíaca, caracterizada por batimentos irregulares do coração. Essa condição afeta entre 2% e 4% da população global e pode levar a complicações sérias, como Acidente Vascular Cerebral (AVC) e insuficiência cardíaca, especialmente em idosos, segundo informações do Hospital Nove de Julho. A condição afeta as câmaras superiores do coração, os átrios, responsáveis por receber o sangue e enviá-lo aos ventrículos para ser bombeado ao corpo. Na fibrilação atrial, o ritmo de contração dos átrios é alterado, prejudicando o fluxo sanguíneo e aumentando o risco de formação de coágulos. Estes coágulos podem se deslocar e obstruir artérias, sendo que a obstrução no cérebro resulta em um AVC. Fatores de Risco para a Condição Embora a fibrilação atrial seja mais comum em pessoas com mais de 65 anos, diversos outros fatores de risco podem contribuir para seu desenvolvimento. Entre eles estão a hipertensão arterial, histórico de infarto, hipertireoidismo, doenças preexistentes nas válvulas cardíacas, diabetes, obesidade e o consumo excessivo de álcool. Além disso, níveis baixos de oxigênio no sangue, que podem ser causados pela altitude devido à menor pressão atmosférica em locais elevados, também são um gatilho para a arritmia. Principais Sintomas da Fibrilação Atrial Identificar os sinais de alerta da fibrilação atrial é crucial para um diagnóstico precoce e tratamento adequado. Os sintomas mais comuns incluem: Palpitações: Sensação de batimentos cardíacos irregulares e perceptíveis, que podem gerar desconforto. Dor no peito: Desconforto ou dor na região torácica devido à irregularidade dos batimentos. Cansaço: Fadiga excessiva ao realizar atividades cotidianas que antes eram fáceis. Tontura: Sensação de vertigem, especialmente ao se levantar. Visão turva: Episódios de visão embaçada, muitas vezes associados à tontura. Suor em excesso: Crises de sudorese podem ocorrer em indivíduos com arritmia. A conscientização sobre esses sintomas e a busca por avaliação médica são fundamentais para gerenciar a fibrilação atrial e prevenir suas graves consequências.