Igreja histórica é consumida por chamas no Canadá A igreja de Saint-Simon, um marco com mais de 100 anos de história em New Brunswick, no nordeste do Canadá, foi completamente destruída por um incêndio criminoso na segunda-feira (24). O templo, que estava vazio no momento do incidente, era conhecido por ser a maior igreja de madeira da província e um importante ponto de referência para a comunidade católica local. Prisão e acusações A Polícia Montada Real Canadense (RCMP) foi acionada e chegou ao local poucas horas após o início das chamas. Apesar dos esforços, grande parte da estrutura já havia sido consumida pelo fogo. Felizmente, ninguém se feriu. As autoridades prenderam Gilles Mallet, de 68 anos, que foi acusado de incêndio criminoso. A motivação por trás do ato ainda não foi divulgada pela polícia. Debate sobre violência anticristã A destruição da igreja de Saint-Simon intensificou o debate sobre a violência direcionada a cristãos no Canadá. Pierre Poilievre, líder do Partido Conservador e da Oposição Oficial, expressou preocupação com o que descreve como uma escalada de ataques anticristãos. Ele afirmou em entrevista que, embora muitos grupos sofram violência motivada por ódio, os cristãos podem ser as principais vítimas, mas que essa realidade não é frequentemente discutida por questões políticas. Estatísticas e propostas legislativas Dados oficiais do governo canadense indicam que houve 463 incêndios criminosos em instituições religiosas entre 2016 e 2023, sem detalhamento específico para igrejas. Um levantamento da organização True North em 2025 contabilizou 123 casos de incêndio criminoso ou vandalismo em igrejas desde 2021, número que gerou contestações de parlamentares liberais. Em resposta a essa situação, conservadores apresentaram em 2024 um projeto de lei que propunha penas mínimas de cinco anos para condenados por incendiar locais de culto em primeira condenação e sete anos para reincidentes. A proposta perdeu andamento em janeiro de 2025 após a renúncia de Justin Trudeau e a suspensão do Parlamento, e ainda não foi reapresentada.