Energia Elétrica e Alimentos Puxam Alta da Prévia da Inflação A inflação oficial em setembro mostrou uma aceleração, com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrando alta de 0,7%. Este resultado reverte a deflação de 0,4% observada em agosto e superou as projeções de mercado, que esperavam uma variação de 0,55%. A principal força por trás desse aumento foi a retomada da alta nos preços da energia elétrica e o encarecimento de diversos itens alimentícios. Conta de Luz Volta a Subir e Impacta o Grupo Habitação O grupo Habitação foi o que mais contribuiu para a inflação de setembro, com uma variação de 2,07%. Esse avanço é reflexo direto do aumento de 2% na conta de luz residencial, que voltou a subir após o alívio temporário proporcionado pelo bônus de Itaipu em agosto. O gás encanado também sentiu o impacto dos reajustes tarifários em cidades como Curitiba e Rio de Janeiro, com altas de 0,92%. Alimentos Retomam Pressão e Itens Essenciais Ficam Mais Caros Após dois meses de quedas, os alimentos voltaram a pressionar o índice inflacionário. O grupo Alimentação e Bebidas avançou 0,40%, com a alimentação consumida em casa subindo 0,38%. Destaque para a forte alta do tomate (20,76%), do arroz (2,39%) e das carnes (1,30%). Por outro lado, itens como feijão-carioca (-6,33%), cebola (-4,41%) e café moído (-1,36%) apresentaram recuos, amenizando parte da pressão. Transportes e Despesas Pessoais Também Registram Aumentos Outros grupos de consumo também apresentaram elevações em setembro. Em Transportes, as passagens aéreas dispararam 9,82%, enquanto os combustíveis tiveram alta média de 0,22%, com o gás veicular e a gasolina em destaque. Já em Despesas Pessoais, o cigarro registrou um aumento expressivo de 14% após reajustes. Apenas o grupo Educação apresentou a menor variação, com 0,03%. Inflação Acumulada em 12 Meses Próxima do Teto da Meta No acumulado de 12 meses, o IPCA-15 acelerou para 4,47%, ante 4,24% registrados até agosto. Este patamar está próximo do teto de 4,5% estabelecido para a meta de inflação do Banco Central, indicando um cenário de atenção para a política monetária nos próximos meses.