Investigação em Andamento A empresária Karina Ferreira da Gama, proprietária do Instituto Conhecer Brasil, está sob investigação pela Polícia Civil de São Paulo em um inquérito que apura um contrato de R$ 157 milhões firmado com a prefeitura para a instalação de 5 mil pontos de wi-fi públicos. O caso ganhou novo contorno com a negativa da Justiça em autorizar a quebra do sigilo bancário e fiscal da empresária e de suas empresas. Suspeitas e Conexões A suspeita central da investigação é que parte dos recursos destinados ao projeto de wi-fi público possa ter sido desviada para a Go Up Entertainment, outra empresa de Karina da Gama. Esta produtora é conhecida por ter realizado o filme "Dark Horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, que contou com patrocínio do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A investigação paulista, iniciada em março deste ano, teve sua prorrogação de 90 dias autorizada pela Justiça em 31 de agosto. Decisão Judicial e Falta de Provas No entanto, o pedido da Polícia Civil para acessar os dados financeiros de Karina da Gama e suas empresas foi negado. Segundo a decisão judicial, a falta de indícios suficientes e a ausência de individualização das provas por parte do delegado responsável foram os motivos para a negativa. A Justiça destacou que o pedido de acesso a relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) era genérico, sem especificar quais operações, empresas ou fluxos financeiros deveriam ser alvo da pesquisa. Próximos Passos A decisão ressalta que a polícia solicitou informações adicionais à prefeitura sobre o contrato, mas esses dados ainda não haviam sido anexados ao processo no momento em que o pedido de quebra de sigilo foi feito. O caso tramita em segredo de justiça, e a Polícia Civil precisará apresentar elementos de prova mais concretos para justificar futuras solicitações de acesso a informações financeiras sigilosas. Paralelamente, Karina da Gama também é alvo de uma ação de busca e apreensão determinada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, em uma investigação distinta conduzida pela Polícia Federal.