Candidatura sob escrutínio A candidatura de Rebeca Ramagem (PL) a deputada federal no Rio de Janeiro está sob análise da Justiça Eleitoral. A candidata, esposa de Alexandre Ramagem, ex-deputado federal e ex-chefe da Abin durante o governo Bolsonaro, foi intimada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) a se manifestar em três dias sobre a condenação de seu marido. Alexandre Ramagem foi sentenciado a 16 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por crimes como organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado. Fundamento legal e próximos passos O desembargador Paulo Cesar Salomão Filho citou em seu despacho o artigo 17 da Constituição Federal, que proíbe o uso de organizações paramilitares por partidos políticos. Este artigo tem sido utilizado pelo tribunal para barrar o registro de candidatos com supostas ligações com o crime organizado. O deferimento do registro de Rebeca Ramagem ainda depende de julgamento e, após sua manifestação, o caso será encaminhado à Procuradoria Regional Eleitoral. Campanha peculiar e situação familiar Esta é a primeira incursão de Rebeca Ramagem, procuradora do estado de Roraima, na política. Sua campanha no Rio de Janeiro busca angariar votos de eleitores que apoiavam o marido, mas tem chamado a atenção por ser conduzida majoritariamente dos Estados Unidos, onde a família reside. Uma estratégia utilizada são adesivos e bonecos de papelão com sua imagem espalhados pelas ruas. Alexandre Ramagem encontra-se foragido da Justiça nos EUA com a família. Declarações e posicionamentos Recentemente, Rebeca Ramagem publicou um vídeo no Instagram acusando o delegado Andrei Rodrigues de ser um dos responsáveis pelo "exílio" da família, após Rodrigues ter sido afastado e posteriormente reintegrado por decisão judicial. Em suas redes sociais, a candidata divulga suas propostas com o lema: "Quero voltar ao meu Rio e chegar em Brasília com a missão de defender a justiça, a liberdade e os limites dos Poderes".