Lula repudia interferência de Trump e alerta sobre democracia Durante um comício em Teresina, Piauí, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva dirigiu-se diretamente a Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos, para que não se intrometa nas eleições brasileiras. Lula enfatizou que a soberania do país em suas decisões eleitorais é inegociável e que qualquer tentativa de influência externa será combatida. "Que não venham os americanos quererem influir nas nossas eleições. Porque a gente sabe o que eles são capazes. Se eles vierem se meter aqui, nós vamos derrotá-los. O Trump que se meta no país dele. Aqui é um problema nosso, de brasileiro e ninguém tasca", declarou o presidente, ressaltando o orgulho e a dignidade do povo brasileiro. Eleição como termômetro da democracia Lula utilizou o cenário político piauiense para reforçar a ideia de que a eleição em curso transcende a escolha de candidatos específicos, colocando em jogo a própria essência da democracia no Brasil. Ao lado do candidato petista ao governo do estado, Rafael Fonteles, o presidente afirmou: "O que está em jogo este ano na eleição, não é se vai ter o Rafael, se vai ter o Lula, é se vai ter democracia ou não. É se o povo brasileiro vai ser respeitado ou não." A declaração sublinha a gravidade do momento e a necessidade de a população exercer seu direito ao voto de forma consciente. Críticas aos adversários e alianças políticas O presidente não poupou críticas aos seus adversários políticos, referindo-se a eles como "do mal" e "mentirosos". Segundo Lula, a facilidade com que se destrói em comparação com a construção de um país é uma característica de seus oponentes, que, em sua visão, não apresentam propostas concretas. A visita ao Piauí também navegou em águas delicadas em relação ao senador Ciro Nogueira (PP-PI). Apesar de Nogueira ter sido ministro de Jair Bolsonaro, o PT busca neutralidade do PP na disputa presidencial. Lula, contudo, deixou claro seu apoio aos candidatos ao Senado Marcelo Castro (MDB) e Júnio Célio (PSD), concorrentes de Nogueira, afirmando não aceitar "vira-latas" em seu grupo político e priorizar "gente de bem".