Nova Opção para o STF O presidente Luiz Inácio Lula da Silva estuda a possibilidade de indicar o desembargador Ricardo Couto para o Supremo Tribunal Federal (STF). A informação circula nos meios políticos do Rio de Janeiro ligados ao PT. Couto, que atualmente ocupa o cargo de governador interino do estado, poderia substituir o advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, em quem Lula já havia apostado anteriormente para a vaga. Revés com Jorge Messias Jorge Messias foi indicado para o STF em abril, mas seu nome foi rejeitado pelo plenário do Senado, representando uma derrota para o governo. Apesar disso, Lula chegou a afirmar em maio que enviaria novamente o nome de Messias, elogiando-o como um dos melhores advogados do país e ressaltando seu direito de indicar. Aproximação e Perfil de Couto A indicação de Ricardo Couto, de perfil técnico, é vista como uma alternativa distante do campo político. O contato entre Couto e Lula se intensificou após o desembargador assumir interinamente o governo do Rio em 23 de março. A avaliação no entorno presidencial é que a nomeação de Couto ao Supremo poderia ser interpretada como um gesto de respeito institucional. A relação entre Couto e Lula se estreitou durante as negociações do Programa de Pleno Pagamento de Dívida dos Estados (Propag), assinado em junho. Em julho, Couto se emocionou ao discursar na Fiocruz, durante uma agenda com o presidente, agradecendo a relação de Lula com o estado e destacando sua "sensibilidade social". Gestão e Avaliação de Couto A gestão interina de Ricardo Couto no Rio de Janeiro tem como foco a transparência e a eficiência. Ele promoveu uma "faxina" no Palácio Guanabara, reduzindo o número de secretarias de 38 para 28, suspendeu contratos considerados suspeitos e exonerou mais de seis mil comissionados, muitos deles identificados como funcionários "fantasmas". Em pesquisas de opinião, Couto tem boa avaliação popular no Rio, com 50% de aprovação em um levantamento recente da Real Time Big Data. A assessoria do desembargador, contudo, informou que não houve "convite" oficial para o STF até o momento.