Endurecimento da legislação Em um evento em Florianópolis no último sábado (19), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abordou a preocupante questão da violência contra a mulher e os feminicídios. Lula defendeu a implementação de medidas mais rigorosas para a proteção das mulheres e ressaltou que o enfrentamento a essa problemática deve envolver ativamente os homens. "A luta contra a violência contra nossas companheiras não é delas, é nossa, nós que somos os agressores", declarou o presidente. Em seguida, ele assegurou que a legislação será fortalecida: "As leis vão ser cada vez mais duras. Vamos aumentar as penas", garantiu. Participação masculina na luta O discurso do presidente enfatizou a responsabilidade coletiva no combate à violência de gênero. Lula destacou que a erradicação desse tipo de crime é um dever de toda a sociedade, e não apenas das mulheres. A declaração busca conscientizar os homens sobre seu papel na prevenção e no fim dos ciclos de violência. Incentivo ao voto feminino em candidatas Durante o comício, o petista também incentivou as mulheres a votarem em candidatas. No entanto, a orientação veio com uma ressalva de caráter partidário. "A mulher tem que votar em mulher nas eleições. Mas em mulher do nosso time, não vai votar em mulher do time adversário", afirmou Lula, indicando uma preferência por candidatas alinhadas com seu espectro político. Estratégia eleitoral e de gênero A fala de Lula pode ser interpretada como uma estratégia para mobilizar o eleitorado feminino, ao mesmo tempo em que busca fortalecer a representatividade de mulheres na política dentro de seu próprio grupo. A promessa de endurecimento das leis contra o feminicídio também visa atender a uma demanda social crescente por maior segurança e justiça para as mulheres.