Operação Revela Negligência e Maus-Tratos No início de setembro, uma operação de busca no We Care Wildlife Sanctuary, localizado em Lakehills, no Texas, resultou na apreensão de mais de 100 animais. A ação, que ocorreu em 4 de setembro, foi desencadeada após a descoberta de mais de 20 animais mortos e outros em condições consideradas de negligência severa. A força-tarefa contou com a participação de autoridades locais, veterinários, especialistas em animais e representantes da American Humane Society. Cavalos e Primatas Entre as Vítimas Durante uma audiência judicial realizada nos dias 14 e 15 de setembro, foram apresentados relatos chocantes. Entre os animais encontrados mortos, estavam cerca de 15 cavalos e dois primatas. A situação era ainda mais alarmante com a descoberta de carcaças em diferentes estágios de decomposição, incluindo um macaco encontrado dentro de um congelador. Os animais sobreviventes foram avaliados por veterinários e encaminhados para locais adequados para receber os cuidados necessários. Condições Desumanas e Falta de Cuidados Básicos “Esses animais foram privados das necessidades mais básicas — comida, água limpa e cuidados adequados — deixando vários animais, incluindo cavalos, perigosamente emagrecidos e obrigados a sobreviver em condições perigosas”, declarou Cesar Perea, vice-presidente associado de resgate da American Humane Society. Fotografias apresentadas na audiência mostravam animais com problemas de saúde visíveis, instalações precárias com restos mortais e água contaminada, evidenciando a gravidade da situação. Decisão Judicial e Contestações do Proprietário Com base nas evidências apresentadas, o juiz de paz do condado determinou, na terça-feira (15), a retirada de todos os animais restantes da propriedade. A decisão, de natureza civil, visa proteger os animais, mas não impede a apuração de responsabilidades criminais. Em contrapartida, o proprietário do santuário, Armando Mendez, contestou a versão oficial, alegando em entrevista à KSAT que a operação foi uma armação. Mendez afirmou que parte dos restos mortais encontrados correspondia a animais enterrados anteriormente e que teriam sido expostos por enchentes em julho, questionando também a quantidade e o tipo de animais apreendidos. A investigação sobre o caso segue em andamento, e eventuais acusações criminais ainda não foram definidas. Como medida preventiva, o santuário foi proibido de receber ou cuidar de novos animais por um período de cinco anos.