Defesa de Guerra e Desmantelamento da AP O Ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, declarou que o país deve “entrar em guerra” na Cisjordânia ocupada e realizar ações semelhantes às de Gaza, com o objetivo de desmantelar a Autoridade Palestina, que ele classificou como uma “autoridade terrorista”. Em entrevista ao Ynet News, Smotrich afirmou que as forças israelenses devem atuar para eliminar qualquer infraestrutura terrorista na região, comparando a ação à desarticulação do Hamas em Gaza. Aumento da Violência e Colonização A declaração surge em um contexto de crescente violência contra palestinos na Cisjordânia desde outubro de 2023, com uma intensificação notável neste ano. Dados da Al Jazeera indicam que a ONU registrou mais de 1.330 ataques de colonos contra palestinos na região entre janeiro e julho, uma média de seis por dia, a maior taxa em aproximadamente duas décadas. Paralelamente, a justiça israelense adiou por um mês o prazo de uma licitação para um grande projeto de colonização, o plano E1, que visa a construção de mais de 1.200 moradias próximas ao assentamento de Maale Adumim. Este projeto, aprovado no ano passado após décadas de suspensão, tem o potencial de isolar ainda mais Jerusalém Oriental do restante da Cisjordânia, dificultando a criação de um Estado palestino. Contexto Político e Eleições A decisão de adiar a licitação da construção de moradias foi tomada para evitar interferências nas eleições legislativas de outubro, impedindo que o processo seja usado para propaganda eleitoral. A ocupação israelense da Cisjordânia desde 1967 tem sido marcada por uma expansão acelerada da colonização nos últimos anos, especialmente sob o governo do Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu. As eleições de 27 de outubro prometem ser disputadas para Netanyahu, cujo governo tem defendido a anexação da Cisjordânia.