Moraes nega veracidade de mensagens e atribui divulgação a condenados Após quinze dias de silêncio, o ministro Alexandre de Moraes se pronunciou sobre as mensagens atribuídas a ele pela Polícia Federal (PF), encontradas em poder de Daniel Vorcaro. Em um relatório de 44 páginas, Moraes sustenta que as mensagens são falsas e que não há registro de comunicação entre ele e Vorcaro no material apresentado. O ministro alega que a divulgação das mensagens é uma tentativa de "vingança" por parte de indivíduos condenados por atentados contra a democracia. Ministro aponta 'farsa montada' e 'motivação político-eleitoral' "Apesar da farsa montada e divulgada, não existe absolutamente nada e todos sabem a motivação político-eleitoral dessas criminosas mentiras. Vingança. Está muito clara a tentativa de vingança dos aliados daqueles que tentaram acabar com a Democracia e o Estado de Direito e foram condenados pelo STF", declarou Moraes. Ele acrescentou que a tentativa de golpe "não se encerrou em 8/1/2023, simplesmente mudou seu modus operandi", mas que o STF "saberá resistir e sairá fortalecido, mantendo a Defesa plena da Constituição, do Estado de direito e da democracia". Moraes questiona atuação de colega e critica investigação sem oitiva da PGR O ministro também criticou a atuação do relator do caso, ministro André Mendonça, acusando-o de "aliado dos golpistas" e de ter agido como "investigador ilegal" ao solicitar à PF esclarecimentos sobre um interlocutor nas mensagens de Vorcaro. Moraes argumenta que Mendonça deveria ter ouvido a Procuradoria-Geral da República (PGR) antes de solicitar tais providências. "A decisão de determinar de ofício, e sem a oitiva da PGR, investigação contra membro do STF sem autorização do Plenário é duplamente nula, como ressaltou o PGR, transformando o juiz incompetente em investigador ilegal", afirmou. Mensagens sugeriam 'bloqueio' de investigações, mas Moraes não comenta detalhe O relatório de Moraes não aborda especificamente o fato de um interlocutor identificado como "Paulo" aparecer nas mensagens de Vorcaro, sugerindo a possibilidade de ajudar a "bloquear" investigações e evitar prisões conjuntas com "Andrei", que seria uma referência ao diretor-geral da PF. A defesa de Moraes se concentra na alegação de falsidade das mensagens e na motivação política por trás de sua divulgação.