Israel Mantém Controle em Gaza Apesar de Contínua Violência O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou enfaticamente que as tropas israelenses não deixarão as áreas que atualmente controlam na Faixa de Gaza, correspondendo a aproximadamente 60% do território. A declaração foi feita durante uma rara visita de Netanyahu ao enclave palestino, em meio a uma escalada de ataques israelenses que, segundo o Ministério da Saúde local, controlado pelo Hamas, já resultaram na morte de mais de 900 palestinos neste ano. Esses números são aceitos pela Organização das Nações Unidas (ONU). “Nós controlamos a área. Não estamos nos retirando. Vamos permanecer nesta linha”, afirmou Netanyahu, próximo à linha divisória da zona sob controle militar israelense. A visita ocorre em um período de campanha eleitoral em Israel, com eleições marcadas para 27 de outubro. Durante a visita, Netanyahu anunciou a captura de um alto comandante da segurança interna do Hamas. Contexto do Conflito e Contagem de Vítimas O atual conflito entre Israel e Hamas teve início em 7 de outubro de 2023, após um ataque liderado pelo grupo palestino contra Israel, que deixou cerca de 1.200 mortos e 251 reféns. Após uma trégua acordada em 10 de outubro de 2025, mais de 1.300 palestinos foram mortos pelas forças israelenses em Gaza, incluindo pelo menos 301 crianças, de acordo com o Ministério da Saúde do território. Israel contesta esses números, questionando a atribuição de todas as mortes às suas ações. No entanto, a ONU considera os dados confiáveis, e análises independentes corroboram a consistência dos registros. Planos de Migração Palestiniana e Reações Internacionais Em uma linha de pensamento paralela à declaração de Netanyahu sobre a permanência das tropas, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, revelou que o governo possui planos para a retirada de palestinos da Faixa de Gaza. Em uma conferência, Katz indicou que Israel aguarda uma decisão dos Estados Unidos sobre o destino da população palestina, sugerindo que “não existe uma verdadeira solução para Gaza sem esta migração”. O ministro acrescentou que o governo israelense está preparado para realizar essa retirada “por mar, por ar, por qualquer meio possível”.