Investigação em Andamento A Polícia Civil apura o uso compartilhado de lancetas, instrumento utilizado para coletar sangue em testes de glicose, durante uma feira de ciências realizada no último sábado no Colégio Tamandaré, localizado no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio de Janeiro. A 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes) esteve na instituição de ensino nesta segunda-feira (14) para coletar informações adicionais. O diretor da escola será convocado para prestar depoimento. Alerta de Saúde e Procuras Hospitalares O incidente ocorreu durante uma feira de ciências, onde a maioria dos participantes eram crianças, mas pelo menos um adulto também passou pelo procedimento. Segundo relatos de pais, a mesma agulha teria sido utilizada em até três pessoas. Até o final da tarde de domingo, pelo menos 23 pessoas procuraram unidades de saúde para tratamento profilático. Deste total, 20 foram atendidas no Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, e três em hospitais da rede particular. A escola informou que a Vigilância Sanitária foi acionada no próprio sábado e orientou os procedimentos a serem seguidos. Orientação e Atendimento Médico Uma equipe do Centro Municipal de Saúde Harvey Ribeiro de Souza Filho visitará o colégio nesta segunda-feira, entre 11h e 14h, para orientar alunos e responsáveis sobre a importância de procurar atendimento médico e ajudar a identificar participantes dos testes que ainda não buscaram tratamento. A escola reforça que todos que realizaram o teste no estande sobre diabetes devem procurar uma unidade de saúde imediatamente, sem esperar pela visita da equipe. As orientações médicas recebidas devem ser seguidas, independentemente dos resultados dos exames. A instituição também anunciou a contratação da infectologista pediátrica Patrícia Guttman para acompanhar os alunos e responsáveis, com atendimentos agendados para esta quinta-feira (17), a partir das 14h30. Posição da Escola e Relatos de Pais O vice-diretor-geral do Tamandaré, Antonio Henrique, afirmou que a feira era planejada desde o retorno às aulas em agosto e que os responsáveis pela aluna que realizou os testes teriam sido orientados de que o aparelho seria apenas para exibição, sem testes em pessoas. A escola reconheceu em comunicado que o material é de uso individual e que o compartilhamento motivou o alerta às famílias. Segundo a instituição, as medições começaram perto do fim do evento, sem autorização, e que nenhum funcionário orientou ou acompanhou os procedimentos. Um pai relatou ter estranhado a cena de uma criança furando outras crianças, especialmente em um contexto de cuidados com equipamentos esterilizados. A escola afirma ter interrompido a atividade assim que percebeu o uso indevido do instrumento. Hospitais Garantem Estoque de Profilaxia O Hospital Municipal Lourenço Jorge afirmou em nota que havia estoque de profilaxia pós-exposição para os atendimentos relacionados ao caso e que a unidade permanece abastecida, garantindo que nenhuma pessoa que buscou atendimento ficou sem a profilaxia indicada. A Secretaria Municipal de Saúde informou que todos os que necessitaram de medicação foram atendidos dentro do período de 72 horas preconizado para a profilaxia.