Reajuste de 15% no Bolsa Família anunciado por Lula O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou um reajuste de 15% no Bolsa Família, com aplicação a partir da folha de outubro. O anúncio ocorre próximo ao primeiro turno das eleições presidenciais, marcando um tempo recorde para tal medida. Apesar da proximidade com o pleito, este não é o maior aumento percentual concedido a um programa de transferência de renda em ano eleitoral. O recorde pertence ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que em 2022 elevou o Auxílio Brasil em 50%. Bolsonaro e o Auxílio Brasil: O maior reajuste em ano eleitoral Em 2022, Jair Bolsonaro anunciou a elevação do Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600, um aumento de 50%. A declaração ocorreu pouco mais de três meses antes da eleição presidencial e foi formalizada pela PEC 123/2022, conhecida como “PEC da Bondade”. A medida, que incluiu outros auxílios e teve um impacto fiscal significativo, visava expandir o programa antes do pleito. Reajustes anteriores em anos eleitorais: Dilma e Temer O reajuste do Bolsa Família em anos eleitorais não é uma novidade. Em 2014, durante o governo de Dilma Rousseff, o programa recebeu um aumento de 10%, anunciado em abril e pago a partir de junho, meses antes da eleição presidencial. Já em 2018, Michel Temer anunciou um reajuste de 5,67% no valor médio do benefício, com validade a partir de julho, aproximando-se da eleição de outubro. Justificativas e impacto do reajuste de Lula O governo federal justifica o reajuste de 15% no Bolsa Família como uma correção inflacionária. O aumento, que eleva o piso do programa de R$ 600 para R$ 691 e o benefício médio para R$ 777, foi planejado não apenas para o ano eleitoral, mas estendido até 2027, sinalizando a manutenção do valor. Ao contrário do aumento de Bolsonaro em 2022, que foi significativamente maior que a inflação do período, o reajuste atual se concentra exclusivamente no Bolsa Família e busca corrigir perdas acumuladas desde o início do novo desenho do programa em 2023.