Suspensão e Ações de Aliados O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) identificou o que considera uma "campanha substitutiva" orquestrada por aliados de Deltan Dallagnol (Novo) após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspender seus atos de campanha para o Senado. A Justiça Eleitoral determinou a retirada de publicações com pedidos de voto para o ex-deputado e impôs restrições a uma carreata agendada para este domingo em Curitiba. As decisões foram comunicadas ao ministro Floriano de Azevedo Marques, relator do caso de Deltan no TSE. Limites para Atuação de Terceiros As determinações visam estabelecer limites para a atuação de apoiadores de Deltan enquanto ele está impedido de fazer campanha. Embora manifestações de apoio, críticas à decisão do TSE e esclarecimentos sobre a situação jurídica do candidato permaneçam permitidos, o TRE considerou que terceiros não podem assumir as atividades que o próprio Deltan está proibido de realizar, como pedir votos ou distribuir material de campanha. A juíza auxiliar Sandra Bauermann afirmou que "A atuação de terceiros candidatos não pode servir como via de burla para o restabelecimento prático de uma campanha eleitoral expressamente suspensa pela Corte Superior". Decisões e Multas A decisão afetou publicações dos deputados Filipe Barros (PL) e Guilherme Kilter (Novo), além do advogado Jeffrey Chiquini. O TRE ordenou a remoção, em 24 horas, de sete posts com pedidos explícitos de voto para Deltan, estabelecendo multa de R$ 10 mil por publicação mantida em desacordo com a ordem. Entre os conteúdos citados, destacam-se publicações de Kilter com a frase "Deltan não pode fazer campanha, então nós fazemos por ele" e vídeos onde ele pede votos para o número 300. Publicações de Barros associando seu voto ao de Deltan também foram mencionadas. Conteúdos do candidato ao governo do Paraná, Sergio Moro (União), foram analisados, com a preservação de manifestações de apoio ou críticas à decisão judicial, desde que sem pedido explícito de voto. Reações e Próximos Passos A campanha de Deltan expressou "profunda preocupação" com as novas decisões, criticando a ampliação dos efeitos da suspensão para atos de aliados. A defesa argumenta que o registro de Deltan permanece deferido e que a legislação eleitoral permite, em regra, que candidatos com registro indeferido continuem em campanha enquanto recorrem. As ações ocorrem após o TSE suspender a campanha de Deltan, proibindo-o de usar recursos públicos, veicular propaganda e praticar outros atos de campanha até o julgamento de seu recurso. A movimentação inclui a comunicação das decisões ao TSE e a apresentação de novas manifestações pelas coligações adversárias, que alegam que a ordem está sendo cumprida apenas formalmente. O TRE-PR manteve a candidatura de Deltan, mas a decisão final ainda cabe ao TSE. A indefinição ocorre enquanto a preparação das urnas no Paraná se encerra, com o nome de Deltan aparecendo nos equipamentos, mas os votos recebidos ficando condicionados ao desfecho de sua situação jurídica.