Trigo recua com expectativas de paz no Mar Negro O preço futuro do trigo encerrou a sessão desta quinta-feira (18) em baixa na Bolsa de Chicago. O contrato com vencimento em dezembro registrou uma queda de 1,75%, fechando negociado a US$ 7,14 por bushel. A desvalorização do grão é atribuída à ausência de notícias positivas e às expectativas de uma possível solução diplomática para as interrupções nas exportações de grãos pelo Mar Negro. A possibilidade de uma trégua entre Rússia e Ucrânia ganhou força após a agência AFP noticiar que a Turquia teria apresentado uma proposta aos dois países para suspender os ataques contra a navegação comercial na região. O Mar Negro é uma rota crucial para o comércio internacional de grãos, e a redução das tensões poderia facilitar o fluxo de exportações. No entanto, o mercado mantém-se cauteloso, uma vez que propostas semelhantes já foram apresentadas anteriormente, e um acordo anterior sobre infraestrutura energética teve impacto limitado. Vendas de exportação de trigo americano dentro do esperado Do lado da demanda, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que as vendas líquidas de exportação de trigo americano somaram 325,9 mil toneladas na semana encerrada em 10 de setembro. Este volume ficou dentro das expectativas do mercado, que variavam entre 150 mil e 500 mil toneladas. Milho e soja também em baixa em Chicago O milho acompanhou a tendência de baixa, com o contrato com vencimento em dezembro recuando 0,57% e fechando a US$ 5,27 por bushel. A pressão sobre os preços do milho foi influenciada pela queda nos contratos de soja e trigo, além da desvalorização do petróleo bruto. As exportações de milho para a safra 2026/27 estão 27% inferiores ao ano anterior, e o avanço da colheita americana, com 8% da área já colhida, também entra no radar do mercado. A soja, por sua vez, recuou 1,23%, com o contrato futuro de novembro negociado a US$ 13,03 por bushel. A queda foi impulsionada principalmente pela realização de lucros no farelo de soja, após um período de valorização. Um fator de atenção é a proposta na Argentina para elevar a mistura obrigatória de biodiesel ao diesel de 7,5% para 10%. Como o biodiesel argentino é produzido a partir do óleo de soja, essa mudança pode aumentar a demanda pelo óleo e o processamento da oleaginosa, potencialmente elevando a oferta de farelo.