A Seleção Brasileira cumpriu seu compromisso em Calcutá, na Índia, goleando a equipe local, 137ª no ranking da Fifa, por 4 a 0. A partida, disputada sob condições climáticas adversas com alta umidade e 33°C, marcou o 20º jogo de Carlo Ancelotti à frente do Brasil. Apesar do placar elástico, o desempenho da equipe, que atuou em ritmo de treino, não chegou a encantar, servindo mais como um 'laboratório' para o treinador italiano do que como um teste de alta pressão. Estêvão, Pedro e Samuel Lino, com dois gols, foram os responsáveis por balançar as redes no Estádio Vivekananda Yuba Bharati Krirangan, que recebeu 'apenas' 51,4 mil torcedores.O Desempenho de Ancelotti e o Cenário do JogoDesde que assumiu o comando da Seleção, Carlo Ancelotti acumula um retrospecto de 12 vitórias, quatro empates e quatro derrotas em 20 partidas. Este confronto contra a Índia, um adversário de menor expressão, foi encarado pelo técnico como uma oportunidade para realizar novas experiências e observar jogadores sem a pressão de um resultado crucial, especialmente após a Data Fifa que incluiu uma vitória e um empate com a Austrália. A equipe ainda terá mais dois compromissos em novembro de 2026, enfrentando o Japão no dia 14 em Singapura e a seleção da casa no dia 17.Primeiro Tempo: Gols e Dificuldades IniciaisO início da partida em Calcutá foi marcado por certa afobação da equipe brasileira, que caiu repetidamente na linha de impedimento indiana, com Vini Jr. sendo flagrado em diversas ocasiões. Por quase meia hora, o jogo apresentou pouca inventividade de ambos os lados, com falhas na proposição. O marasmo foi quebrado aos 28 minutos por Estêvão. Partindo da esquerda, o jovem de 19 anos encontrou espaço, driblou um defensor e finalizou forte no canto do goleiro Singh Sandhu, que não conseguiu alcançar a bola. Foi o sexto gol de Estêvão na 'Era Ancelotti', superando sua própria marca e se aproximando de Vini Jr., o artilheiro com oito gols. Antes do intervalo, Estêvão ainda descolou um passe para Pedro, que, cara a cara com o goleiro, chutou por baixo de Singh Sandhu para ampliar o placar.Segundo Tempo: Ajustes e Mais GolsPara a segunda etapa, Ancelotti promoveu algumas variações táticas, como o deslocamento do zagueiro Arthur Dias para a lateral-esquerda e as entradas de Gabriel Magalhães e Bruno Guimarães. A Índia, por sua vez, tentou reagir e exigiu as primeiras intervenções do goleiro brasileiro Pedro Morisco, com Ryan Williams e Manvir Singh testando o arqueiro. O Brasil demonstrou melhora na marcação-pressão, e foi assim que Douglas Luiz roubou a bola no ataque. Ele acionou Pedro, que de letra, serviu Samuel Lino. O atacante invadiu a área e bateu colocado no canto esquerdo, fazendo o terceiro gol brasileiro.Reta Final e o Quarto GolNovas substituições foram realizadas por Ancelotti, com Mauro Júnior entrando na zaga e Endrick no ataque, este último demonstrando bastante empenho e buscando finalizações de fora da área. A Índia ainda teve uma chance clara de gol, mas Mauro Júnior salvou quase em cima da linha após Ryan Williams driblar o zagueiro e vencer Morisco. Apesar de organizada taticamente, a seleção brasileira encontrou dificuldades para atacar uma Índia mais retraída, resultando em passes errados na busca por jogadores na área. O quarto gol, no entanto, veio nos acréscimos, novamente com Samuel Lino. Ele recebeu na esquerda, driblou dois marcadores e finalizou forte para selar a goleada por 4 a 0.