Candidatos à Presidência votam e analisam cenário de indefinição Lula e Flávio Bolsonaro citam pesquisas e pedem confiança do eleitor Os principais candidatos à Presidência da República exerceram seu direito ao voto na manhã deste domingo (4), marcando presença no primeiro turno das eleições de 2026. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) votou em São Bernardo do Campo (SP), acompanhado por Geraldo Alckmin e outros aliados de sua chapa. Já Flávio Bolsonaro (PL) depositou seu voto em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Ambos, que aparecem tecnicamente empatados nas últimas pesquisas Datafolha e Quaest, comentaram o cenário de incertezas revelado pelas sondagens. Flávio Bolsonaro apela por voto de confiança e cita "voto de revolta" Flávio Bolsonaro, ao votar na Escola Municipal Barão Homem de Mello, em Vila Isabel, expressou otimismo com a percepção de "voto inteligente" e "voto de revolta" captada por pesquisas de sua campanha. Ele pediu um "voto de confiança em Flávio Bolsonaro agora no primeiro turno", sugerindo que eleitores de outros candidatos de direita poderiam migrar para sua candidatura. A pesquisa Quaest divulgada na véspera indicava um empate técnico entre Lula (46%) e Flávio Bolsonaro (45%) em votos válidos. Lula confia na vitória e minimiza pesquisas: "de ontem não vale nada" O presidente Lula, após votar na escola estadual João Firmino, em São Bernardo do Campo (SP), demonstrou confiança na vitória e minimizou a importância das pesquisas divulgadas antes do dia da eleição. "Pesquisa de ontem não vale nada", declarou, afirmando que o resultado real será conhecido após o fechamento das urnas. Lula também fez uma breve menção aos escândalos do Banco Master, que marcaram parte do período eleitoral, e celebrou o dia como "glorioso para o país". Romeu Zema e Ronaldo Caiado votam; Zema é questionado por uso de celular Outros candidatos também compareceram às urnas. Romeu Zema (Novo), que apareceu com 0% na pesquisa Quaest, votou em Minas Gerais e teve o uso de celular dentro da cabine de votação questionado pela Justiça Eleitoral. O presidente do TRE-MG informou que o caso será apurado, pois o uso do aparelho é proibido e pode configurar crime eleitoral. Zema alegou ter entrado com o celular por "hábito" e negou ter utilizado o aparelho. Ronaldo Caiado (PSD) votou em Nova Crixás, Goiás, acompanhado por Gilberto Kassab e Daniel Vilela. A pesquisa Quaest apontou Caiado com 3% dos votos válidos. Renan Santos critica "pior eleição" e "voto útil" Renan Santos (Missão), que votou em São Paulo, classificou a disputa como a "pior eleição desde a redemocratização", criticando a falta de debates aprofundados e a estratégia do "voto útil". Ele argumentou que a eleição foi construída para ser vazia, com as forças políticas majoritárias envolvidas em escândalos de corrupção, e que o apelo ao voto útil de outros candidatos, como Flávio Bolsonaro, visa enganar eleitores menos informados.