Brasil se defende de interferência externa em eleição crucial O Brasil está intensificando seus esforços para blindar o processo eleitoral de possíveis interferências dos Estados Unidos, conforme apurado pelo jornal americano The New York Times. O periódico classifica o pleito brasileiro como o maior desafio para a direita na América Latina e um ponto crítico para o histórico de sucesso de Donald Trump na região. Trump e a influência 'sutil' na disputa brasileira Embora Donald Trump não tenha declarado apoio explícito a nenhum candidato no Brasil, o governo americano teria impulsionado de forma 'sutil' o candidato de direita Flávio Bolsonaro, em contraposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O NYT ressalta que, após observar a interferência de Trump em outras eleições e a tentativa fracassada de ajudar o pai de Bolsonaro a evitar a prisão por conspiração golpista, o Brasil busca agora proteger sua votação. Medidas de proteção e combate à desinformação Segundo o jornal, as ações brasileiras incluem o monitoramento de lobby estrangeiro e desinformação, o combate a alegações falsas sobre fraude eleitoral e a busca por apoio internacional em países da Europa, Ásia e outras regiões. A preocupação é que, em uma disputa presidencial acirrada, uma ajuda externa possa desequilibrar o resultado a favor de Bolsonaro. O NYT aponta que campanhas online vindas do exterior, com publicações pagas em redes sociais compartilhadas por figuras da direita americana, intensificaram esses temores. Lula confronta ingerência externa O presidente Lula é descrito pelo NYT como um dos poucos líderes mundiais a confrontar Trump diretamente e a defender os interesses nacionais. O jornal relembra o discurso do petista na Assembleia-Geral da ONU contra a ingerência externa em eleições e o bloqueio da visita de emissários americanos para fiscalizar o sistema eleitoral, indicando a postura do Brasil em proteger sua soberania democrática.