Representação contra Meta no TSE O Ministério Público Eleitoral (MPE) apresentou uma representação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a Meta, empresa controladora do WhatsApp, Facebook e Instagram. O pedido visa interromper a circulação de um vídeo com informações falsas sobre as urnas eletrônicas no aplicativo de mensagens. O MPE argumenta que a Meta cometeu propaganda eleitoral irregular e solicita medidas para impedir o envio do conteúdo. Vídeo falso sobre urnas eletrônicas volta a circular Segundo o órgão, o vídeo em questão já foi divulgado durante as eleições de 2018 e ressurgiu no WhatsApp. O conteúdo mostra um homem que se identifica como sargento da “Polícia Militar do Instituto Federal”, alegando ter sido acionado por um representante do TSE. Ele afirma ter constatado um erro na chave de uma urna eletrônica, que já conteria votos impressos antes mesmo de ser zerada. O Ministério Público classifica categoricamente essas alegações como falsas. Narrativa busca descredibilizar o processo eleitoral O MPE destaca que o vídeo constrói uma narrativa com o objetivo de apresentar as urnas eletrônicas e o processo eleitoral como frágeis, além de questionar a atuação da Justiça Eleitoral. A procuradoria considera que a disseminação de informações inverídicas e descontextualizadas, sem base fática, compromete a estabilidade do pleito. Pedido de liminar e multa Na representação, o Ministério Público pede, em caráter liminar, que a Meta adote as providências técnicas necessárias para impedir o reenvio do vídeo pelo WhatsApp. Além disso, o órgão solicita a aplicação de multa à empresa. A ação se baseia na Resolução TSE nº 23.714, de 2022, que proíbe a divulgação de fatos sabidamente inverídicos ou gravemente descontextualizados que afetem a integridade do processo eleitoral, prevendo a remoção do conteúdo e multas às plataformas que o permitirem circular.