Investigação Criminal em Curso A Procuradora-Geral de Nova York, Letitia James, assumiu nesta sexta-feira a investigação criminal sobre a denúncia de uma estudante que alega ter sido estuprada por membros de uma fraternidade na Universidade Cornell em 2024. A decisão foi anunciada pela Governadora Kathy Hochul, que nomeou James como promotora especial após declarar ter perdido a confiança na capacidade da Promotoria do Condado de Tompkins de conduzir o caso de forma justa. Em entrevista coletiva em Manhattan, Hochul criticou a forma como a denúncia foi inicialmente investigada, afirmando que informações recentes levantaram "questões ainda mais preocupantes sobre o que foi feito e o que deixou de ser feito". James confirmou que o caso agora é alvo de uma investigação criminal em andamento, comprometendo-se a levá-la até o fim, embora reconheça que investigações dessa natureza demandam tempo. Detalhes da Denúncia O caso envolve uma estudante, identificada nos documentos judiciais como Jane Doe, que tinha 20 anos e cursava o segundo ano da universidade quando relatou ter sido estuprada na casa da fraternidade Chi Phi, em 19 de outubro de 2024. Em uma ação judicial apresentada em setembro, ela acusou sete homens, alegando ter sido pressionada a consumir cetamina, maconha e bebidas alcoólicas até ficar completamente incapacitada. Os acusados negaram irregularidades. A estudante procurou a polícia do campus semanas após o ocorrido e prestou depoimento nos dias 14 e 15 de novembro de 2024. Segundo uma transcrição da entrevista obtida pela CBS, ela relatou estar "completa e totalmente incapacitada" antes de parte da violência sexual e afirmou inequivocamente que foi estuprada, inclusive descrevendo agressões físicas. Questionamentos sobre a Investigação Inicial Um dos principais pontos de questionamento reside na forma como as declarações da estudante foram transmitidas às autoridades. Hochul destacou que a afirmação da estudante de ter "100% de certeza" de que foi estuprada não constou do relato enviado pela polícia do campus à Promotoria. A governadora classificou as informações disponíveis sobre a apuração inicial como "muito contraditórias e conflitantes". Hochul questionou por que a polícia não teria levado ao conhecimento do promotor as acusações de estupro coletivo enquanto a vítima estava intoxicada e incapacitada. A governadora expressou-se "profundamente perturbada" com a atuação da polícia de Cornell e considerou uma falha o envio de um "registro parcial" à Promotoria. O fato de o promotor do Condado de Tompkins, Matthew Van Houten, não ter entrevistado Jane Doe após receber um relatório policial também foi apontado como motivo para a intervenção estadual. Promotor Local Reabre Caso, Mas Investigação é Assumida pelo Estado Diante das novas informações e da repercussão do caso, Matthew Van Houten anunciou a reabertura da investigação. No entanto, a governadora Hochul declarou ter perdido a confiança na capacidade do promotor de supervisionar o processo de forma justa e assinou o decreto nomeando Letitia James como promotora especial independente. James afirmou que seu gabinete revisará os fatos, reunirá provas e entrevistará testemunhas, podendo apresentar acusações caso haja fundamento. "Todo nova-iorquino merece saber que, quando denuncia um crime, ele será investigado de maneira completa e justa", declarou James, reforçando o compromisso de seu gabinete com a responsabilidade delegada pela governadora.