Déficit Comercial Dos Eua Atinge Pico Histórico Em 2025, Ignorando Tarifaço De Trump

Déficit Comercial dos EUA Atinge Pico Histórico em 2025, Ignorando Tarifaço de Trump

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Os Estados Unidos encerraram o ano de 2025 com um déficit comercial de US$ 901,5 bilhões, o maior já registrado na série histórica. O dado, divulgado pelo Departamento de Comércio e noticiado pelo New York Times, contrasta com a política protecionista adotada pelo presidente Donald Trump, que visava justamente reduzir esse desequilíbrio.

Volatilidade e Adaptação no Comércio Internacional

O mês de dezembro de 2025 também apresentou um aumento no déficit, alcançando US$ 70,3 bilhões. Esse cenário turbulento foi marcado por um constante bombardeio de anúncios de tarifas por parte do governo Trump, levando importadores americanos a reagirem de forma instável. A importação de ouro e produtos farmacêuticos, por exemplo, sofreu oscilações significativas, com empresas buscando antecipar-se a possíveis aumentos nas tarifas.

O déficit de dezembro foi mais amplo do que o esperado por economistas, impulsionado por um aumento de 3,6% no valor das importações, incluindo itens como acessórios de informática e veículos automotores. Por outro lado, as exportações de bens e serviços recuaram 1,7%, em grande parte devido a menores embarques de ouro para o exterior.

China Dribla Tarifas e Alcança Superávit Recorde

Em contrapartida, a China, principal alvo da guerra comercial promovida por Trump, registrou um superávit comercial recorde, ultrapassando a marca de US$ 1 trilhão. Mesmo com a queda nas vendas para os Estados Unidos, o país asiático, liderado por Xi Jinping, encontrou rotas alternativas para escoar sua produção. Exportações foram redirecionadas para outros mercados asiáticos, efetivamente driblando as tarifas impostas por Trump.

O déficit comercial com a China diminuiu acentuadamente, caindo para cerca de US$ 202 bilhões, o menor em mais de duas décadas. Essa redução é um reflexo direto das tarifas mais altas aplicadas às importações chinesas. Contudo, o comércio foi significativamente redirecionado para outros países, como México e Vietnã, que registraram déficits recordes.

Impacto no Crescimento Econômico e Perspectivas Futuras

Economistas apontam que, apesar das flutuações, o déficit comercial em 2025 praticamente não se alterou em relação aos anos anteriores. Com o impacto máximo das tarifas possivelmente já tendo passado, espera-se que o comércio entre em um ritmo mais previsível. No entanto, os dados de dezembro sugerem que o comércio líquido contribuiu pouco para o crescimento real do PIB no quarto trimestre, com as importações de bens de capital, impulsionadas por produtos relacionados à inteligência artificial, indicando um forte investimento doméstico.

A incerteza sobre a autoridade de Trump para impor tarifas abrangentes através de uma lei de emergência, com uma possível decisão da Suprema Corte em breve, adiciona um elemento de imprevisibilidade ao cenário comercial futuro.

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