Visita à Índia reforça laços bilaterais e geopolíticos
Em visita oficial a Nova Déli, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ressaltou a importância da parceria entre Brasil e Índia, classificando-a como um pilar fundamental para o fortalecimento do ‘Sul Global’. Em encontro com o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, Lula expressou otimismo em relação à relação bilateral, destacando as diversas similaridades entre as duas nações, apesar das diferenças populacionais. “Nós temos na Índia um país com muitas similaridades. Vários dos nossos problemas são similares. Nossos conhecimentos científico e tecnológico estão próximos”, afirmou o presidente.
Cooperação para um mundo multipolar
Lula acredita que a colaboração conjunta entre Brasil e Índia pode não apenas fortalecer os laços bilaterais, mas também impulsionar a relação com a América do Sul e, consequentemente, o ‘Sul Global’. A meta é garantir que o bloco de países em desenvolvimento tenha maior peso e voz em fóruns internacionais, evitando a polarização de um cenário de Guerra Fria. “Se nós trabalharmos juntos, a gente vai fortalecer a relação bilateral, Brasil e Índia. A gente vai fortalecer a nossa relação com a América do Sul e a gente vai fortalecer o Sul global para que a gente não entre nunca mais numa guerra fria entre duas potências”, declarou Lula.
Expansão econômica e tecnológica
A viagem de oito dias de Lula pela Ásia, que inclui a Índia e a Coreia do Sul, ocorre em um momento de crescente proximidade entre Brasil e Índia, tanto no âmbito geopolítico quanto econômico. Nos últimos dois anos, tem havido um aumento significativo de missões empresariais brasileiras na Índia e um intensificar de projetos conjuntos em áreas como defesa, ciência, tecnologia e inovação. A economia indiana, com crescimento médio superior a 6% ao ano nos últimos cinco anos, consolida-se como um polo industrial e tecnológico global em desenvolvimento.
Posições alinhadas no cenário internacional
Ambos os países têm demonstrado cada vez mais assertividade no cenário geopolítico, defendendo posições semelhantes em relação ao multilateralismo, ao livre comércio e à busca por maior representatividade do ‘Sul Global’ em todas as esferas internacionais. Essa convergência de interesses reforça o potencial da parceria para influenciar a agenda global.

