Diálogo e Cooperação como Resposta a Barreiras Comerciais
Em discurso proferido em Seul, na Coreia do Sul, durante o encerramento do Fórum Empresarial Brasil-Coreia do Sul, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou veementemente a tentativa de utilizar o comércio como ferramenta de pressão. Segundo Lula, a melhor estratégia para combater essa prática é através do diálogo e da negociação, buscando entendimentos que sejam benéficos para todas as partes envolvidas. “A relação entre o Brasil e a República da Coreia, dois países ligados por fortes laços humanos e vínculos empresariais, é a prova de que a confiança e a cooperação valem a pena”, declarou o presidente, ressaltando a importância das relações bilaterais.
Contexto de Tarifas e Alerta contra Nova Guerra Fria
A declaração de Lula ocorre em um cenário de tensões comerciais globais, com destaque para o anúncio recente de novas tarifas por parte dos Estados Unidos. O presidente americano, Donald Trump, anunciou uma tarifa global de 10% e, posteriormente, aumentou-a para 15%, após uma decisão da Suprema Corte. Antes de sua viagem à Coreia do Sul, Lula já havia enviado um recado ao líder americano, expressando o desejo de evitar uma nova Guerra Fria e buscando relações de igualdade com todas as nações. “Não queremos ter preferência por nenhum país, queremos ter relações iguais com todos os países”, afirmou.
Proposta de Acordo Mercosul-Coreia do Sul
Durante seu discurso, o presidente brasileiro também defendeu ativamente a celebração de um acordo comercial entre o Mercosul e a Coreia do Sul. Lula citou como exemplo de sucesso o acordo firmado entre o Mercosul e a União Europeia, que resultou na criação de uma das maiores zonas de livre comércio do mundo. “O Mercosul está progredindo em tratativas comerciais com diversos países. Precisamos, agora, retomar as negociações de um Acordo MERCOSUL-República da Coreia”, pontuou, enfatizando a necessidade de avançar nas negociações para fortalecer os laços econômicos na região.

