Investigação Reaberta
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) decidiu reabrir uma investigação contra Carlos Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, por suspeita de prática de rachadinha durante seu mandato como vereador na Câmara Municipal. A decisão vem após um parecer da assessoria criminal da Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ) indicar a necessidade de dar continuidade às apurações, que haviam sido arquivadas em 2024.
Despacho e Novo Promotor
No dia 9 de maio, um despacho do subprocurador-geral de Justiça, Marcelo Pereira Marques, designou um novo promotor para o caso. O subprocurador havia anteriormente apontado para a “não homologação da decisão de arquivamento” da investigação. O despacho determinou o encaminhamento dos autos a um promotor “desimpedido para prosseguir oficiando no procedimento”, sinalizando uma nova fase nas apurações.
Avaliação da PGJ
De acordo com informações da GloboNews, a assessoria da PGJ avaliou que o arquivamento original da investigação desconsiderou provas que haviam sido reunidas contra Carlos Bolsonaro. Na época do arquivamento, o MP havia denunciado sete funcionários do gabinete do ex-vereador por desvio de dinheiro público, através do fracionamento de salários de assessores parlamentares, prática conhecida como rachadinha. No entanto, o MP considerou na ocasião não haver indícios suficientes para acusar Carlos diretamente.
Denúncia Anterior e Desvios Apontados
A denúncia apresentada em 2024 apontava que o então chefe de gabinete de Carlos Bolsonaro, Jorge Luiz Fernandes, seria o responsável por nomear funcionários que, posteriormente, repassariam parte de seus salários a ele. O MP estimou que os desvios de dinheiro público no gabinete do ex-vereador totalizaram R$ 1,7 milhão.

