Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, figura proeminente no submundo do crime organizado no Rio de Janeiro e apontado como o principal distribuidor de cigarros falsificados no estado, foi detido nesta quinta-feira (data não especificada na fonte) por agentes da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/RJ), composta pela Polícia Federal e Polícia Civil. A prisão ocorreu em uma residência em Cabo Frio, na Região dos Lagos, após um trabalho de inteligência que culminou na localização do contraventor, considerado foragido.
Cinco Mandados de Prisão em Aberto e Ligações com Homicídios
Adilsinho possuía cinco mandados de prisão preventiva em aberto: quatro por homicídio e um por organização criminosa. Ele é investigado por diversos crimes em diferentes estados e era procurado tanto pela Justiça Federal quanto pela Justiça Estadual. Segundo as investigações, Adilsinho teria sido o mandante do assassinato de Fabrício Alves Martins de Oliveira, indivíduo ligado à máfia do cigarro no Rio. Além disso, o contraventor é apontado como mandante dos assassinatos de Marco Antônio Figueiredo Martins, o Marquinho Catiri, e Alexsandro José da Silva, o Sandrinho.
O Império de Cigarros Ilegais e Cassinos Clandestinos
Integrante da cúpula do jogo do bicho no Rio de Janeiro, Adilsinho expandiu seus negócios para a produção e comercialização de cigarros clandestinos, que são vendidos abaixo do preço mínimo estabelecido. A Polícia Federal estima que, a partir de 2018, ele passou a reinvestir os lucros do jogo ilegal nesse novo empreendimento. Adilsinho também é associado a um grupo que opera um cassino online clandestino, com movimentação financeira estimada em R$ 130 milhões em três anos. Seu controle sobre a fabricação e venda de cigarros ilegais se estende pela Região Metropolitana do Rio e já alcança outros estados.
Origens e Ostentação: Do Leblon à Máfia do Cigarro
Nascido em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, em maio de 1970, Adilsinho cresceu em uma família envolvida com o jogo do bicho. A família mudou-se para o Leblon, bairro nobre da Zona Sul do Rio, onde o contraventor passou a infância e juventude, iniciando cedo seu envolvimento nos negócios ilícitos que viria a herdar. Sua ascensão no mundo do crime é marcada pela inspiração na própria contravenção, baseada em monopólio e corrupção policial. A Polícia Federal aponta que ele conta com o apoio de pelo menos 34 policiais militares em sua escolta. Em maio de 2021, Adilsinho chamou atenção ao realizar uma festa luxuosa no Copacabana Palace, em celebração ao seu aniversário, com temática inspirada no filme “O Poderoso Chefão”.
A Captura e os Próximos Passos
A prisão de Adilsinho foi realizada pela FICCO/RJ, uma força-tarefa que visa o combate integrado ao crime organizado no Rio de Janeiro. Após a captura em Cabo Frio, o contraventor foi conduzido à Superintendência Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro e, em seguida, será encaminhado ao sistema prisional do estado. Sua detenção representa um golpe significativo contra as redes de crime organizado que atuam no Rio de Janeiro.

