Embaixada em Jerusalém emite alerta
A embaixada dos Estados Unidos em Jerusalém autorizou a saída voluntária de funcionários não essenciais e seus dependentes, recomendando que deixem Israel imediatamente. A medida, comunicada pelo embaixador Mike Huckabee, visa a precaução diante da possibilidade de um ataque militar americano contra o Irã. Funcionários foram orientados a buscar qualquer voo disponível no aeroporto Ben-Gurion, com foco na rapidez da saída do país, ante a expectativa de alta demanda por passagens aéreas.
Saída autorizada e regime de evacuação
A decisão configura a missão diplomática em um regime de saída autorizada, um mecanismo que permite a evacuação custeada pelo governo em situações de ameaça iminente à vida ou a interesses estratégicos dos EUA. Esta ação ocorre em um contexto de crescente tensão entre Washington e Teerã, após negociações em Genebra sobre o programa nuclear iraniano não apresentarem avanços concretos.
Cenários e retaliação
O presidente Donald Trump estaria avaliando diversos cenários, incluindo ataques pontuais a instalações iranianas. Caso essas estratégias falhem, opções mais amplas, como ações para enfraquecer o regime, permanecem em consideração. Israel é considerado um alvo provável de retaliação iraniana ou de grupos aliados, caso os EUA iniciem bombardeios. O Departamento de Estado também atualizou seu alerta de viagem, aconselhando cidadãos americanos a reconsiderarem deslocamentos para Israel e Cisjordânia devido a riscos de terrorismo e distúrbios civis.
Medidas globais e instabilidade regional
Outros países, como a Austrália, também orientaram familiares de diplomatas a deixarem Israel e o Líbano. A embaixada americana em Beirute já havia determinado a retirada de funcionários não emergenciais. Embora a recomendação seja para sair com urgência, o embaixador Huckabee ressaltou que não há necessidade de pânico. A situação no Oriente Médio pode entrar em uma nova fase de instabilidade, com repercussões na segurança regional e nos mercados globais de energia, dependendo do desenrolar das negociações nucleares.

