Governo Regional do Curdistão do Iraque desmente envolvimento em plano de armamento
O Governo Regional do Curdistão do Iraque (GRC) emitiu um comunicado nesta quinta-feira (5) refutando veementemente as informações que circularam sobre um “plano para armar e enviar partidos curdos de oposição [do Iraque] para o território iraniano”. Segundo o porta-voz do governo, Peshawa Hawramani, tais alegações são “completamente infundadas” e estão sendo disseminadas “de forma deliberada e maliciosa”.
Desmentido e apelo por paz regional
Hawramani enfatizou que o GRC e os partidos políticos que o compõem “não fazem parte de nenhuma campanha para ampliar a guerra ou as tensões na região”. Pelo contrário, o governo curdo iraquiano declarou que “pede paz e estabilidade na região”. O porta-voz também aproveitou para condenar “veementemente os ataques covardes que têm como alvo a Região do Curdistão” e solicitou a intervenção do governo federal iraquiano e da comunidade internacional para deter as agressões e proteger o povo e o território curdo.
Alegações de envolvimento da CIA e oposição curda
As declarações do GRC surgem em meio a reportagens divulgadas na quarta-feira (4) pela CNN, que citam fontes familiarizadas com o assunto afirmando que a CIA estaria trabalhando para armar forças curdas iranianas com o objetivo de fomentar um levante popular no Irã. Segundo essas fontes, o governo Donald Trump estaria em discussões ativas com grupos de oposição iranianos e líderes curdos no Iraque sobre a possibilidade de fornecer apoio militar. No entanto, diversos partidos curdos do Iraque negaram qualquer envolvimento em uma guerra contra o Irã.
Complexidade logística e receio de oposição americana
Qualquer tentativa de armar grupos curdos iranianos exigiria, inevitavelmente, o apoio dos curdos iraquianos para viabilizar o trânsito de armas e o uso do Curdistão iraquiano como base de lançamento. Um alto funcionário do GRC, que preferiu não se identificar, admitiu à CNN que a situação é “muito perigosa”, mas expressou a dificuldade em se opor aos Estados Unidos, dizendo: “não podemos nos opor aos Estados Unidos”.

