Irã: Milhares Saem às Ruas Em Apoio Ao Regime E à Palestina Em Meio A Ataques E Sanções

Irã: Milhares saem às ruas em apoio ao regime e à Palestina em meio a ataques e sanções

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Apoio ao regime e à Palestina em meio a bombardeios

Milhares de iranianos tomaram as ruas de Teerã em um expressivo protesto anti-Israel, que contou com a presença de figuras de alto escalão da República Islâmica. Celebrado como o Dia de Al Quds, o evento serviu como palco para a demonstração de apoio à Palestina e ao próprio governo, em um momento de intensificação dos conflitos na região.

Autoridades do regime dos aiatolás, sob forte esquema de segurança, estiveram presentes. Durante os atos, que ocorriam simultaneamente a bombardeios atribuídos aos Estados Unidos e Israel, o chefe do Poder Judiciário iraniano, Gholam-Hossein Mohseni-Ejei, declarou que o povo não teme as investidas e não recuará. Cidadãos ecoaram o discurso, com declarações de apoio inabalável ao Islã e ao líder supremo.

Ausência notável e especulações sobre o líder supremo

Uma ausência que chamou a atenção foi a do novo líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei. Informações de inteligência americanas e israelenses sugerem que Khamenei estaria ferido, com uma fratura no pé e o rosto “deformado”. O secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, chegou a afirmar que o líder iraniano estaria “foragido”, questionando a divulgação de um pronunciamento escrito sem voz ou vídeo.

Em resposta a tais declarações e à crescente tensão, o Departamento de Estado americano anunciou uma recompensa de US$ 10 milhões por informações que levem à captura de líderes iranianos, incluindo Khamenei.

Tensões no Estreito de Ormuz e o preço do petróleo

A administração Trump também monitora de perto a situação no Estreito de Ormuz. O Irã estaria considerando permitir a passagem de petroleiros, sob a condição de que o comércio seja realizado em yuan, a moeda chinesa. Desde o início da guerra, o Irã atacou mais de dez embarcações na região, resultando em uma disparada no preço do petróleo, que ultrapassou os US$ 103 o barril, o maior valor desde junho de 2022.

Pete Hegseth minimizou o impacto dos ataques, afirmando que o estreito estaria aberto ao trânsito caso o Irã cessasse suas ações. Relatos da CNN indicam que a Casa Branca e o Pentágono subestimaram a disposição iraniana em bloquear a região e seus impactos econômicos, o que o governo nega.

Flexibilização de sanções e reações europeias

Em uma tentativa de conter a alta nos preços do petróleo, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos aliviou as sanções ao petróleo russo. Países agora poderão comprar o combustível de Moscou por um mês, desde que estivesse em embarcações até a madrugada desta sexta-feira. No entanto, essa medida gera preocupações na Europa, com receios de que ela fortaleça a economia russa e o esforço de guerra na Ucrânia.

O presidente francês, Emmanuel Macron, declarou que o conflito no Oriente Médio não oferecerá “respiro” ao Kremlin e defendeu a manutenção das sanções. O primeiro-ministro alemão, Friedrich Merz, também expressou ceticismo quanto à decisão americana, considerando-a equivocada.

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