Agentes Do Ibama Sofrem Emboscada Com Tiros Durante Fiscalização Contra Desmatamento Ilegal No Amazonas

Agentes do Ibama Sofrem Emboscada com Tiros Durante Fiscalização Contra Desmatamento Ilegal no Amazonas

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Ataque em Terra Indígena

Uma equipe de fiscalização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) foi alvo de uma emboscada e ataques com tiros neste sábado (15/03) no sul do Amazonas. Os agentes estavam em operação contra a extração ilegal de madeira na Terra Indígena Tenharim-Marmelos, em Manicoré, quando foram surpreendidos por cerca de 30 criminosos.

Operação Interrompida por Violência

Os cinco servidores do Ibama investigavam ramais clandestinos usados para o escoamento de recursos florestais. Segundo o órgão ambiental, o grupo foi cercado, sofreu agressões físicas e foi alvo de disparos de arma de fogo. Os fiscais precisaram se refugiar na mata densa para escapar. Felizmente, os agentes conseguiram sair ilesos, mas o veículo oficial utilizado na operação foi incendiado pelos agressores.

Ibama Reforça Punição e Identificação de Envolvidos

O Ibama informou que parte dos envolvidos no ataque já foi identificada e que o caso foi registrado pela Polícia Federal (PF). O instituto reiterou que ataques a agentes públicos em exercício de suas funções são inaceitáveis e serão rigorosamente apurados. Em um comunicado, o Ibama lembrou que, na mesma semana, cinco pessoas foram condenadas pela destruição de uma aeronave do órgão em Manaus em 2021, reforçando que atos de violência contra a fiscalização ambiental não ficarão impunes.

Madeira Ilegal e Rotas de Escoamento

Com base em informações coletadas pelos fiscais, o Ibama aponta indícios de que a madeira extraída ilegalmente da Terra Indígena Tenharim Marmelos é escoada e comercializada na região da Vila Santo Antônio do Matupi, localizada no km 180 da rodovia Transamazônica. O órgão ambiental destaca que a exploração ilegal de madeira é um dos principais fatores de degradação ambiental na Amazônia, com estimativas indicando que mais de 60% da exploração no Amazonas apresenta sinais de ilegalidade, muitas vezes utilizando planos de manejo florestal fraudulentos para legalizar a madeira retirada de áreas protegidas.

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