Javier Bardem No Oscar: Ator Espanhol Explica Broches “não à Guerra” E Palestina Livre Em Protesto Contra Conflitos No Oriente Médio

Javier Bardem no Oscar: Ator espanhol explica broches “Não à Guerra” e Palestina Livre em protesto contra conflitos no Oriente Médio

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Bardem se manifesta na cerimônia do Oscar

Na 98ª edição do Oscar, a escala de violência no Oriente Médio, que se intensificou com ataques ao Irã, foi pouco abordada. No entanto, o ator espanhol Javier Bardem chamou a atenção ao apresentar uma das categorias. Bardem fez uma referência direta aos ataques ao país persa e ao que descreveu como o “genocídio sofrido pelos palestinos na Faixa de Gaza”, atribuído a Israel há mais de dois anos.

Símbolos de protesto na lapela

Ao subir ao palco para apresentar o prêmio de Melhor Filme Internacional, Bardem iniciou sua fala com o slogan “Não à guerra e Palestina livre”. Sua lapela exibia dois broches: um com a figura de Handala, símbolo da luta palestina contra a opressão israelense desde os anos 1960, e outro com a inscrição “No a la Guerra” (“Não à guerra”, em espanhol). Este último, segundo o ator, remetia à invasão do Iraque pelos Estados Unidos em 2003, um evento que ele também considerou uma guerra ilegal.

Contexto histórico e apelo por justiça

Bardem explicou a escolha dos broches durante sua passagem pelo tapete vermelho. Ele comparou a guerra do Iraque, que chamou de ilegal, com a situação atual no Oriente Médio, descrita por ele como outra “guerra ilegal criada por Trump e Netanyahu”, resultando em “muitas pessoas inocentes sendo assassinadas e bombardeadas”. O broche de Handala foi associado à resistência palestina, representando um menino que, desde 1969, aguarda o retorno à sua terra natal.

A importância de usar a plataforma

Em entrevista à Variety, Bardem reforçou a importância de usar sua visibilidade no Oscar para denunciar o que considera injustiças. “Acho importante entender, conscientizar, que você pode fazer as duas coisas. Você pode fazer parte da comunidade cinematográfica… e também ser um cidadão que usa essa enorme plataforma para denunciar o que considera uma injustiça”, declarou. Ele especificamente mencionou o “genocídio na Palestina”, os abusos de direitos civis e humanos na Cisjordânia e a “limpeza étnica”, lamentando que esses temas não recebam a atenção devida.

Filmes e denúncias no Oscar

A categoria de Melhor Filme Internacional, apresentada por Bardem, incluiu “A Voz de Hind Rajab”, que narra o assassinato de uma menina palestina de 6 anos por soldados israelenses. O filme detalha o ataque a um carro que tentava fugir de Gaza, atingido por um tanque sob comando de soldados israelenses, resultando na morte da criança, de sua família e de paramédicos que tentavam socorrê-la. No ano anterior, o filme palestino “Sem Chão” já havia levado ao Oscar denúncias sobre abusos contra palestinos, apesar de seu diretor ter sofrido ataques após a premiação.

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