Paulo Bracks Revela O Peso Da Pressão No Futebol: ‘já Chorei Demais Escondido’

Paulo Bracks revela o peso da pressão no futebol: ‘Já chorei demais escondido’

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Desabafo em entrevista

Paulo Bracks, diretor executivo do Atlético-MG, abriu o jogo sobre a intensa pressão vivida no futebol brasileiro. Em entrevista ao programa CNN Esportes S/A, o dirigente admitiu que as cobranças constantes e a exposição midiática o afetaram profundamente ao longo de sua carreira, a ponto de ter “chorado demais escondido”.

O impacto emocional da profissão

Bracks descreveu o sofrimento causado pela angústia e pela raiva, sentindo-se atacado como se estivesse agindo de má fé. Ele ressaltou que essa carga emocional não afeta apenas ele, mas também os jogadores, que sofrem intensamente com a exposição e as críticas, muitas vezes desproporcionais.

Lidando com a crítica e a saúde mental

O dirigente reconhece a responsabilidade inerente ao cargo e entende que parte das críticas são naturais. No entanto, ele aponta o excesso e a constância como prejudiciais. Bracks revelou que busca filtrar as críticas e se blindar, evitando redes sociais e tentando manter a leveza, mas reconhece a dificuldade em lidar com comentários pessoais e constantes. Ele mencionou que muitos profissionais do mercado, incluindo amigos e jogadores, já deixaram o futebol por não suportarem a pressão psicológica, citando exemplos como Philippe Coutinho e Renato Gaúcho.

Críticas ao ambiente e formadores de opinião

Paulo Bracks também criticou o papel de alguns formadores de opinião que, segundo ele, amplificam o ódio e a raiva no ambiente do futebol. Ele observa que a crítica gera mais engajamento que o elogio, e que o imediatismo e a cultura do descarte tornam o cenário sombrio. Para o diretor, a sociedade está doente e o futebol acaba sendo uma catarse para essa toxicidade, com a crítica construtiva se perdendo em meio a um excesso prejudicial. Ele defende que, mesmo em um cargo de “vidraça”, o mínimo exigido é o respeito ao ser humano e ao profissional.

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