Relatório aponta movimentação milionária e atuação estratégica
O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AP), apresentou o relatório final da investigação nesta sexta-feira. Entre os mais de 200 indiciados, destaca-se Roberta Luchsinger, apontada como amiga de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula. Segundo o documento, Roberta teria tido uma “atuação estratégica” no núcleo de uma organização criminosa liderada por Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, que supostamente orquestrava fraudes para desviar recursos de aposentadorias e pensões.
Empresa de Roberta Luchsinger recebeu R$ 18 milhões
A RL Consultoria e Intermediações, empresa da qual Roberta Luchsinger e seu pai, Roberto Luchsinger, são sócios, teria recebido mais de R$ 18 milhões em suas contas bancárias. O relatório do deputado Gaspar detalha que, deste montante, aproximadamente R$ 1,5 milhão foi transferido para a conta da Brasília Consultoria Empresarial, pertencente ao “Careca do INSS”. Além disso, R$ 1,2 milhão teria sido destinado a Roberta Luchsinger e R$ 1,4 milhão ao seu pai.
Crimes apontados e recomendação de indiciamento
O relator da CPMI do INSS recomendou o indiciamento de Roberta Luchsinger pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção passiva, falsidade ideológica e tráfico de influência. O documento ressalta que a participação de Roberta foi fundamental para que a organização criminosa extrapolasse as fraudes no INSS e buscasse se infiltrar em outros ministérios.
Operadora estratégica de influência e lavagem de capitais
Em trecho do relatório, o deputado Alfredo Gaspar afirma que Roberta Moreira Luchsinger é indiciada por ter atuado como “operadora estratégica de influência e lavagem de capitais”. Sua atuação, segundo o relator, permitiu que a organização criminosa expandisse suas atividades para além das fraudes previdenciárias, com o objetivo de se infiltrar em outras esferas governamentais.

