Alta de Preços Preocupa Consumidores e Setor de Transporte
O preço médio do diesel S10 registrou um aumento expressivo de 24,3% entre o final de fevereiro e o final de março, alcançando R$ 7,57. Em São Paulo, o valor máximo chegou a R$ 9,99 por litro, segundo dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP). Essa escalada nos preços ocorre em paralelo com a disparada de 49% do petróleo no mercado internacional, intensificada pela guerra no Oriente Médio. O diesel mais barato do país é encontrado no Rio de Janeiro, a R$ 5,69.
Gasolina Também Sente o Impacto
A gasolina não ficou imune à alta. Nos últimos 30 dias, desde o início do conflito no Oriente Médio, o preço médio do combustível subiu 7,9%, chegando a R$ 6,78. O estado de São Paulo também lidera os preços mais altos da gasolina, com o litro comercializado a R$ 9,39 no Guarujá.
Governo Busca Soluções e Fiscaliza Preços
A alta dos combustíveis tem sido um desafio recorrente para os governos brasileiros, independentemente de quem esteja no poder. Para mitigar o impacto e evitar crises como a greve dos caminhoneiros de 2018, o governo Lula tentou pressionar os estados a reduzirem o ICMS, sem sucesso. Em contrapartida, o governo federal intensificou as fiscalizações em postos de combustíveis para coibir aumentos considerados abusivos. A ANP, em parceria com o Ministério da Justiça, inspecionou 342 agentes regulados, incluindo 78 distribuidoras.
Indícios de Preços Abusivos e Processos Administrativos
Durante as fiscalizações, a ANP lavrou 16 autos de infração por indícios de práticas de preço abusivo. Em um dos casos, foram encontrados sinais de aumento de 277% na margem bruta do diesel. Três distribuidoras foram autuadas em dois estados diferentes, e agora enfrentam processos administrativos. As empresas sob investigação incluem Alesat, Ciapetro, Flagler, Ipiranga, Masut, Nexta, Phaenarete, Raízen, Royal Fic, SIM Distribuidora, Stang, TDC e Vibra Energia.

