Líbano entra no segundo mês de conflito sem previsão de término
O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, declarou nesta quinta-feira (2) que não há perspectiva de fim para o conflito armado entre o Hezbollah e Israel, que já dura um mês e provocou o deslocamento de cerca de um milhão de pessoas.
Israel busca “zona de segurança” e temores de ocupação se intensificam
Salam afirmou que o Líbano se tornou “vítima de uma guerra cujos resultados e a data de término ninguém pode prever”. Ele destacou que as ações e declarações das autoridades israelenses indicam “objetivos de longo prazo”, incluindo a expansão da ocupação de territórios libaneses e a criação de zonas-tampão ou cinturões de segurança. Essa postura reforça temores de uma ocupação prolongada, semelhante à que ocorreu antes de 2000.
Diplomacia intensificada e apelo por negociações diretas
O governo libanês pretende intensificar os esforços diplomáticos e políticos para encerrar a guerra. No entanto, até o momento, o presidente libanês, Joseph Aoun, não respondeu a um pedido de negociações diretas com Israel. A ofensiva israelense no sul do Líbano começou em 2 de março, após o Hezbollah disparar contra Israel em solidariedade ao Irã, que enfrentava uma ofensiva dos EUA e Israel.
Impacto humanitário e histórico de ataques
Mais de 1.300 pessoas foram mortas em ataques israelenses, e aproximadamente um quinto da população libanesa foi forçada a deixar suas casas. Israel emitiu ordens de retirada que abrangem cerca de 15% do território do país. O conflito atual se desenrola em meio a um contexto de tensões regionais e com Israel mantendo tropas em pontos estratégicos do sul libanês, mesmo após um cessar-fogo anterior em 2024.

