Produção Industrial Brasileira Renova Ímpeto Em Fevereiro Com Alta De 0,9%, Segunda Alta Consecutiva

Produção Industrial Brasileira Renova Ímpeto em Fevereiro com Alta de 0,9%, Segunda Alta Consecutiva

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Recuperação em Foco

A produção industrial brasileira demonstrou fôlego renovado em fevereiro, registrando um crescimento de 0,9%. Este é o segundo mês consecutivo de expansão, após um avanço de 2,1% em janeiro, revertendo a tendência de queda observada em dezembro (-2%). Os dados, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) através da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), superaram levemente as expectativas do mercado, que projetavam uma alta de 0,8%.

Desempenho Anual e Acumulado

Apesar do início de ano positivo, a comparação com fevereiro de 2025 revela uma queda de 0,7% na produção industrial. No acumulado do ano, o setor industrial registra uma retração de 0,2%. Contudo, em uma perspectiva de 12 meses, o saldo é positivo, com uma elevação de 0,3%.

Fatores de Impulso e Desaceleração

André Macedo, gerente da pesquisa, destaca que o início de ano favorável contribui para a recuperação de perdas recentes e reflete um padrão de crescimento disseminado. “Enquanto janeiro foi caracterizado pela retomada da produção, após um dezembro marcado pela maior frequência de férias coletivas e paralisações técnicas, fevereiro se destaca pelo avanço da produção, possivelmente associado a um processo de recomposição de estoques em diferentes setores industriais”, explica Macedo. O crescimento foi observado em 16 das 25 atividades analisadas.

Destaques Setoriais

O setor de veículos automotores, reboques e carrocerias foi o grande impulsionador do avanço, com uma alta expressiva de 6,6%. Outro segmento com desempenho notável foi o de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, que cresceu 2,5%. “Nesses setores, as principais pressões positivas vêm de automóveis e autopeças, na indústria automobilística, e derivados do petróleo e álcool etílico, na atividade dos derivados do petróleo e biocombustíveis”, detalha Macedo. Por outro lado, a produção de farmoquímicos e farmacêuticos sofreu uma retração de 5,5%, influenciada por uma base de comparação elevada em decorrência do forte crescimento registrado nos dois meses anteriores de 2025.

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