Crescimento expressivo de brasileiros na China
A China tem se consolidado como um destino cada vez mais procurado por brasileiros. Um estudo recente da Nomad, plataforma de conta internacional, aponta um crescimento de 178% no número de viajantes do Brasil para o país asiático entre 2024 e 2025. A nação, que mistura tradições milenares com modernidade extrema, atrai um público que busca imersão cultural e tecnológica.
Pequim e Xangai: Os destinos favoritos e seus gastos
A pesquisa analisou o comportamento financeiro de brasileiros na China, focando em Pequim, o centro histórico e institucional, e Xangai, um polo de tecnologia e luxo. Cerca de 91% dos turistas brasileiros que visitam a China não combinam a viagem com outros países, concentrando sua experiência em solo chinês. Os gastos foram analisados com base no volume financeiro e na recorrência de transações.
Pequim: História, conveniência e transporte de alta velocidade
Em Pequim, cidade com 22 milhões de habitantes, o orçamento dos brasileiros é direcionado principalmente para o transporte de alta velocidade através da plataforma 12306 CN Railway, essencial para visitar atrações como a Grande Muralha da China e cidades vizinhas. A hotelaria de grandes redes e lojas de tecnologia como a Apple Store também figuram entre os maiores gastos. No dia a dia, o super-app Meituan, líder em delivery, e redes de conveniência como 7-Eleven e Lawson são os mais utilizados. Curiosamente, a loja de brinquedos colecionáveis Popmart também se destaca pela frequência de transações.
Xangai: Luxo, lifestyle e compras tecnológicas
Já Xangai, mais ocidentalizada, atrai brasileiros com foco em compras de bens duráveis, renovação de guarda-roupa, tecnologia e entretenimento de alto padrão. Lojas como Apple e a marca de roupas Uniqlo, além de grifes do Shanghai Luxury Outlet, concentram grande parte dos gastos. O Shanghai Disney Resort também consome uma fatia considerável do orçamento. No cotidiano, o aplicativo de transporte DiDi é amplamente utilizado, assim como a loja de conveniência FamilyMart e as praças de alimentação da IKEA.
Tecnologia como facilitadora da experiência
Um ponto comum entre os gastos dos brasileiros em ambos os destinos é a forte presença de aplicativos de transporte como o DiDi (conhecido como o “Uber da China”) e redes de fast-food como McDonald’s e Starbucks. Bruno Guarnieri, CRO da Nomad, destaca que a tecnologia, incluindo totens de autoatendimento e QR Codes, elimina barreiras linguísticas e facilita a experiência do turista, permitindo que aproveitem ao máximo a estadia no país.

