Estratégia do PSD para 2026
O presidente nacional do Partido Social Democrático (PSD), Gilberto Kassab, revelou nesta quinta-feira (9) que a aposta do partido na pré-candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência da República se baseia na percepção de que o governador de Goiás possui maior capacidade de angariar votos do pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) em comparação com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD-RS).
Análise de Pesquisas e Perfil do Eleitor
Kassab citou pesquisas recentes que indicam uma significativa fluidez nos votos do ex-presidente Lula e de Flávio Bolsonaro. “Até ontem teve uma [pesquisa] que mostrou que os votos do Lula são fluidos. Ele pode perder 30% da sua votação, e o Flávio, 60%”. Segundo o dirigente do PSD, a característica mais moderada de Caiado o posiciona de forma vantajosa para atrair eleitores que hoje se encontram indecisos ou que poderiam migrar do eleitorado de Bolsonaro. “Ronaldo Caiado tem mais facilidade de tirar voto do Flávio do que o Eduardo Leite. Isso pesou bastante na decisão”, declarou Kassab em entrevista à CNN Brasil.
Caiado como Alternativa Moderada
A oficialização de Ronaldo Caiado como pré-candidato presidencial do PSD ocorreu em 30 de março, após o partido considerar três nomes para a disputa. Kassab destacou o perfil “bastante moderado” do ex-governador de Goiás como um diferencial que pode viabilizar sua chegada ao segundo turno e, potencialmente, à vitória. A estratégia do PSD foca em capturar votos de eleitores que, embora ligados ao bolsonarismo, não se identificariam com a esquerda, vendo em Caiado uma opção mais palatável. “O Caiado tem o perfil para o eleitor sair do Flávio e ir pro Caiado”, pontuou.
Campanha Propositiva e Foco no Eleitor
O projeto presidencial do PSD, encabeçado por Caiado, prevê uma campanha com foco em propostas e no debate de ideias para o futuro do Brasil. “A campanha do Caiado será propositiva: ele apresentará suas propostas, o que vê como importante para o Brasil, e o eleitor vai decidir”, concluiu Kassab, reforçando a confiança do partido na capacidade do governador de dialogar com um espectro mais amplo do eleitorado.

