Janis Joplin No Brasil: O Irmão Revela Detalhes Da Viagem Que Marcou A Cantora Antes De Sua Morte

Janis Joplin no Brasil: O irmão revela detalhes da viagem que marcou a cantora antes de sua morte

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A passagem de Janis Joplin pelo Brasil em 1970, poucos meses antes de sua morte precoce, é um dos pontos altos da exposição “Janis”, que estreia nesta quinta-feira (16) no Museu da Imagem e do Som (MIS), em São Paulo. A cantora, que faleceu em outubro daquele ano aos 27 anos, desembarcou no Rio de Janeiro fascinada pela cultura brasileira, inspirada pelo filme “Orfeu Negro”. Sua estadia foi intensa: pulou o Carnaval carioca, frequentou boates, teve um incidente no Copacabana Palace e se apaixonou, seguindo para a Bahia de moto.

Uma visita inesquecível e um legado exposto

O irmão da cantora, Michael Joplin, de 75 anos, relembrou com carinho a experiência da irmã no Brasil. “Ela se divertiu muito no Brasil: falava sobre a viagem, as pessoas, as paisagens e as músicas”, revelou ele em entrevista à VEJA. A exposição no MIS apresenta cerca de 300 itens pessoais de Janis, muitos deles inéditos, cedidos pela família. Entre as peças expostas estão o passaporte utilizado na viagem ao Rio, letras manuscritas, cadernos de desenhos, documentos e peças de vestuário icônicas, como um colete Nudie Cohn e os óculos redondos que se tornaram sua marca registrada.

A vida intensa de uma pioneira do rock

A mostra é dividida em salas que evocam sentimentos como amor, paixão e tristeza, embaladas por clássicos de Janis Joplin. O curador André Sturm destaca a importância da cantora como um ícone da contracultura: “Ela viveu pouco, mas teve tempo de se tornar esse personagem icônico”. Nascida no Texas em um lar conservador, Janis buscou desde cedo liberdade e expressão artística, mudando-se para São Francisco e se tornando uma figura central do movimento hippie.

Do Texas ao estrelato mundial

A trajetória de Janis Joplin, influenciada pelo blues e por divas como Bessie Smith, a levou ao estrelato após sua performance no Monterey Pop Festival em 1967. Com quatro álbuns gravados, o último “Pearl” lançado postumamente, ela deixou uma marca indelével na música. Michael Joplin ressalta o pioneirismo da irmã: “Ela abriu espaço para que as mulheres do rock pudessem cantar o que precisavam e mostrar uma versão crua e vulnerável de si mesmas”.

Um legado de autenticidade e festa

Apesar da vida intensa, marcada pelo lema “sexo, drogas e rock’n’roll”, Janis Joplin morreu tragicamente de overdose de heroína aos 27 anos. Seu testamento previa uma festa póstuma para amigos e familiares, um desejo que Michael Joplin, na época com 17 anos, ajudou a concretizar como forma de honrar a memória da irmã. “Ela era muito querida para nós, e perdê-la deixou um enorme vazio em nossa família”, compartilhou ele, lembrando o lema de Janis: “seja fiel a si mesma”. A “dama rebelde do blues” deixou um legado inesquecível.

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