2025/12 — Caso Benício: Polícia Pede Prisão De Médica E Técnica Por Erro Na Aplicação De Adrenalina Que Levou à Morte Do Menino

2025/12 — Caso Benício: Polícia pede prisão de médica e técnica por erro na aplicação de adrenalina que levou à morte do menino

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Médica confessa erro na prescrição, mas tenta culpar a mãe

A médica responsável pelo atendimento ao menino Benício, Juliana Brasil, admitiu em depoimento que prescreveu erroneamente a adrenalina por via endovenosa. No entanto, em um primeiro momento, a profissional tentou transferir a responsabilidade para a mãe do garoto. Segundo ela, a mãe teria sido alertada sobre a conduta correta das medicações e insistido na aplicação venosa, apesar de ter sido orientada sobre a via inalatória.

Mãe relata alertas ignorados pela equipe médica

Em contraste com a versão da médica, a mãe de Benício declarou em depoimento que, mesmo alertando a equipe sobre a prescrição, a técnica de enfermagem seguiu a orientação da médica Juliana Brasil, administrando a adrenalina por via endovenosa, conforme registrado no prontuário do menino.

Tentativa de alteração de prontuário é investigada

O delegado Marcelo Martins, responsável pela investigação, informou que, de acordo com testemunhas, a médica Juliana Brasil teria tentado alterar a própria prescrição médica para apagar o registro da adrenalina via endovenosa. Essa possível tentativa de fraude no prontuário é um dos pontos cruciais da investigação.

Relembre o caso: da laringite à tragédia

Benício deu entrada no hospital com sintomas de tosse seca e febre, inicialmente diagnosticados como laringite. Contudo, o menino acabou recebendo uma dose de 9 miligramas de adrenalina diretamente na veia, uma quantidade e via de administração incorretas, que deveria ter sido menor e por inalação. As imagens registradas no hospital mostram o agravamento rápido do quadro do menino após a aplicação da medicação, culminando em sua ida para a UTI e, posteriormente, sua morte. A família registrou boletim de ocorrência e relatou à imprensa que o erro na medicação foi o fator determinante para a fatalidade.

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