Investigação Revela Falhas Críticas no Armazenamento de Animais
Um grave incidente ambiental e ético abalou a Flórida com a morte de pelo menos 31 preguiças entre 2024 e 2025. Os animais, importados da América do Sul para se tornarem atrações do futuro parque temático Sloth World Orlando, sucumbiram a condições inadequadas de transporte e armazenamento. Um relatório divulgado em abril pela Comissão de Conservação de Peixes e Vida Selvagem da Flórida detalha as falhas que levaram à perda das preguiças.
Choque Térmico e Falhas Elétricas: As Causas da Tragédia
De acordo com a investigação, as preguiças foram mantidas em um galpão operado pela empresa Sanctuary World Imports, que não possuía a infraestrutura necessária para controle térmico. Apesar de haver gaiolas, telas de sombreamento e vegetação para auxiliar na adaptação, o local carecia de aquecimento adequado. Peter Bandre, responsável licenciado pela empresa, informou que um dos lotes, com 21 preguiças da Guiana, morreu devido a “choque térmico”. Tentativas de aquecer o ambiente com aquecedores elétricos falharam quando um fusível queimou, expondo os animais ao frio. Bandre alegou que não foi possível cancelar o envio a tempo.
Segundo Lote Também Sofre com Problemas
Um segundo carregamento, composto por 10 preguiças do Peru, chegou em fevereiro de 2025. Deste grupo, duas já desembarcaram mortas, e as outras oito faleceram posteriormente em decorrência de problemas de saúde, conforme aponta o relatório. A sucessão de mortes gerou forte repercussão e reacendeu o debate sobre o comércio e transporte de animais silvestres.
Críticas e Contestações Sobre o Caso
O deputado democrata da Flórida, Maxwell Frost, expressou seu horror com o ocorrido, citando superlotação e falta de aquecimento apropriado como fatores que contribuíram para o estresse e a disseminação de doenças entre os animais. Em contrapartida, um ex-sócio do Sloth World Orlando contestou as conclusões do relatório, negando que os animais tenham sofrido hipotermia ou ficado sem acesso a água e eletricidade. Ele destacou que o parque teve sua licença renovada após uma inspeção rigorosa pela própria Comissão de Conservação de Peixes e Vida Selvagem da Flórida, embora tenha afirmado não ter mais vínculo com o empreendimento.

