Esquerda Ressuscita O Lema “congresso Inimigo Do Povo” Após Rejeição De Indicado Ao Stf E Derrubada De Veto Presidencial

Esquerda Ressuscita o Lema “Congresso Inimigo do Povo” Após Rejeição de Indicado ao STF e Derrubada de Veto Presidencial

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Senado Rejeita Jorge Messias e Derruba Veto, Amplificando Críticas à Câmara

A rejeição da indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) e a derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao PL da Dosimetria pelo Senado Federal reacenderam o debate sobre a relação entre o Congresso Nacional e a população. Membros da base de apoio do governo, utilizando as redes sociais, voltaram a empregar o lema “Congresso inimigo do povo”, buscando engajar a militância e destacar o que consideram uma oposição política que prejudica os interesses da sociedade.

Vereador e Deputados Lideram Mobilização Online

Nomes como o vereador Rick Azevedo (PSOL-RJ) e o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) foram proeminentes na disseminação do lema. Azevedo, fundador do movimento Vida Além do Trabalho (VAT), criticou a decisão do Senado, associando-a a uma “disputa de poder” que, segundo ele, ignora questões cruciais para a vida dos cidadãos, como a escala 6×1 de trabalho. A deputada federal Taliria Petrone (PSOL-RJ) também se manifestou, questionando a quem o Congresso servia ao aprovar a anulação do veto, e apontando a presença de “bolsonaristas” na Mesa Diretora.

Lema Histórico Ganha Nova Tração em Meio a Debates Legislativos

Lindbergh Farias, em um vídeo divulgado na rede social X, relembrou a origem do slogan “Congresso inimigo do povo”, que surgiu em contexto de aprovação da “PEC da Blindagem”. Ele convocou a mobilização em defesa “do povo trabalhador, dos mais pobres, da democracia e da Constituição”, contrastando com a atuação de parlamentares que, em sua visão, “se juntam para blindar privilégios”. O vereador mineiro Pedro Rousseff (PT-MG) ecoou o sentimento, classificando os votos contrários a Messias como “votos políticos” e uma tentativa de “derrubar a democracia brasileira”.

Rejeição de Messias e Articulações Políticas em Destaque

Jorge Messias obteve 34 votos favoráveis, sete a menos que o mínimo necessário, sendo derrotado por 42 votos contrários. Ele se tornou a sexta pessoa a ter sua indicação ao STF recusada pelo Senado na história da República, a primeira desde o século XIX. A indicação, feita por Lula há mais de cinco meses, enfrentou resistência da oposição e, notavelmente, da cúpula do Senado, com destaque para o presidente Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Auxiliares do presidente Lula atribuem a derrota a uma articulação de Alcolumbre, que teria se distanciado do Planalto após a escolha de Messias em detrimento de Rodrigo Pacheco (PSB-MG), aliado do presidente do Senado.

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