Condenação após confissão
Erik Fleming, ex-produtor de cinema e conselheiro para dependentes químicos, foi sentenciado a dois anos de prisão por seu envolvimento na morte do ator Matthew Perry. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira (13) por um juiz do Tribunal Distrital da Califórnia. Fleming havia se declarado culpado em agosto de 2024 de conspiração para distribuir cetamina e de distribuir a substância, resultando em morte.
Pedido de perdão e reconhecimento da culpa
Durante o processo judicial, Fleming implorou por clemência e, em carta enviada ao tribunal, reconheceu seu papel no caso. Ele admitiu ter consciência de que suas ações eram “ilegais e erradas”. “Vossa Excelência, aceitarei minha punição com humildade e passarei o resto da minha vida trabalhando para me tornar digno de perdão”, escreveu o conselheiro. Fleming havia solicitado uma pena de três meses de prisão, seguida por um tratamento de dependência química de nove meses e três anos de liberdade condicional supervisionada.
O papel de Fleming na morte de Perry
Documentos judiciais revelam que Fleming admitiu ter obtido e fornecido o analgésico que, segundo o legista, foi a causa da morte de Matthew Perry. Os efeitos agudos da cetamina foram apontados como o fator determinante para o falecimento do ator, encontrado morto em 2024, aos 54 anos. Fleming, que após deixar o show business passou a atuar como conselheiro de dependentes químicos, intermediava a compra de fármacos para obter lucro. No caso de Perry, ele teria conseguido e entregue 50 frascos da droga ao assistente pessoal do ator.
Rede de distribuição e outras condenações
Erik Fleming e o assistente pessoal de Perry, Kenneth Iwmasa (que aguarda sentença em 27 de maio), fazem parte de um grupo de cinco pessoas acusadas em conexão com o falecimento do ator. Entre os outros condenados estão Jasven Sangha, conhecida como “Rainha da Ketamina”, sentenciada a 15 anos de prisão; Dr. Salvador Plasencia, condenado a dois anos e meio de prisão e dois anos de liberdade condicional; e Dr. Mark Chavez, sentenciado a oito meses de prisão domiciliar e três anos de liberdade condicional supervisionada.

