Cinco mortes em mergulho nas Maldivas
As Maldivas, destino mundialmente famoso por suas águas cristalinas e resorts de luxo, tornaram-se palco de uma trágica ocorrência no mundo do mergulho. Cinco cidadãos italianos desapareceram e foram encontrados mortos durante uma expedição em cavernas submersas no atol de Vaavu, a aproximadamente 100 km ao sul da capital Malé. O grupo, composto por pesquisadores e um instrutor de mergulho, estava explorando uma área profunda e de difícil acesso quando perdeu contato com a superfície.
Operação de resgate de alto risco
As autoridades locais foram acionadas após o grupo não retornar no tempo previsto. As buscas mobilizaram equipes especializadas das Forças Armadas das Maldivas e foram classificadas como uma operação de “altíssimo risco”, dada a complexidade das cavernas subaquáticas e a profundidade de cerca de 50 metros onde o acidente teria ocorrido. Equipamentos de mergulho técnico foram essenciais para a missão. Um dos corpos foi localizado dentro de uma caverna a 60 metros de profundidade, com indícios de que os outros quatro mergulhadores estariam no mesmo local.
Identidade das vítimas e luto internacional
Entre as vítimas fatais estão nomes ligados à Universidade de Gênova: a professora de ecologia Monica Montefalcone, sua filha e estudante Giorgia Sommacal, a cientista Muriel Oddenino e o biólogo marinho Federico Gualtieri. A quinta vítima foi identificada como Gianluca Benedetti, instrutor de mergulho e gerente de operações da embarcação que acompanhava a expedição. A Universidade de Gênova lamentou profundamente a perda de seus pesquisadores em nota oficial, prestando solidariedade às famílias.
Condições climáticas e histórico de acidentes
Segundo a imprensa local, os mergulhadores entraram na água na manhã de quinta-feira, 14. O alerta foi emitido pela tripulação do barco quando o grupo não retornou. A polícia das Maldivas informou que o clima na região estava severo, com um alerta amarelo emitido para embarcações devido às condições marítimas desfavoráveis. Embora acidentes de mergulho sejam raros no arquipélago, incidentes recentes incluem a morte de uma mergulhadora britânica em dezembro e de um parlamentar japonês praticando snorkel em 2024, ressaltando os perigos inerentes às atividades aquáticas em determinadas circunstâncias.

