Entorno de Arthur Lira reage a declarações de Mário Frias
A justificativa apresentada pelo gabinete do deputado Mário Frias (PL) para o não recebimento de um ofício do Supremo Tribunal Federal (STF) gerou insatisfação entre aliados do presidente da Câmara, Arthur Lira. A Mesa Diretora da Casa pode considerar a proposição de uma punição ao parlamentar em função da informação considerada equivocada.
STF busca notificar Frias sobre repasse de verbas para ONGs
Há mais de um mês, o STF tenta notificar Mário Frias a respeito de uma ação que questiona o repasse de emendas parlamentares a Organizações Não Governamentais (ONGs) com vínculos com a produtora do filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro. Ao ser questionado sobre o assunto, Frias afirmou que não havia sido notificado por estar em missão oficial no exterior.
Ministro Flávio Dino solicita esclarecimentos à Câmara
Em resposta à alegação de Frias, o ministro Flávio Dino, do STF, enviou um ofício a Arthur Lira determinando a prestação de esclarecimentos sobre os prazos, custos e pagamentos referentes à suposta missão internacional do deputado. No entanto, Lira informou que Mário Frias esteve de licença para tratamento de saúde entre os dias 14 e 27 de abril.
Pedidos de viagem de Frias não foram autorizados, afirma Lira
O presidente da Câmara também esclareceu que os pedidos de viagem ao exterior feitos por Mário Frias não foram autorizados e ainda estariam em análise. “O deputado Mário Frias realizou dois pedidos de missão oficial internacional, sendo o primeiro ao Reino do Bahrein, entre 12 e 18 de maio de 2026 e afastamento solicitado de 11 a 19 de maio de 2026, e o segundo aos Estados Unidos, entre os dias 19 e 21 de maio e período de afastamento de 18 a 22 de maio de 2026. Os pedidos ainda estão em apreciação”, declarou Lira na última quinta-feira. A postura de Frias foi mal recebida nos bastidores, levantando a possibilidade de medidas disciplinares por parte da Mesa Diretora.

