Diálogo em nome dos trabalhadores
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, anunciou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva irá se reunir com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), com o objetivo de articular a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa reduzir a jornada de trabalho semanal para 40 horas. Marinho declarou ser um “soldado da causa” e que também dialogará individualmente com os senadores.
“Nós vamos conversar com o Davi, vamos conversar com o Senado. Seguramente, não vão contrariar o grito do povo trabalhador, em especial da juventude trabalhadora e da mulher trabalhadora. Eu creio que o presidente Davi terá sensibilidade”, afirmou o ministro após a votação do relatório da PEC em comissão especial na Câmara.
Relações e sensibilidade política
As relações entre Lula e Alcolumbre têm sido tensas desde a rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF). Questionado se a sensibilidade política superaria a crise diplomática, Marinho respondeu com otimismo.
“Com certeza. Eles (Lula e Davi), ficam três meses sem se falar, mas voltam a conversar calorosamente”, disse o ministro, minimizando o impacto das divergências recentes.
Tramitação e expectativas no Senado
Embora Marinho tenha evitado prever um prazo exato para a votação da PEC no Senado, ele expressou o desejo de que o processo seja o mais célere possível. “O Senado tem o tempo dele. O que a gente pede é que eles façam mais rápido possível. Espero que o Senado tenha sabedoria de manter o relatório para não ter que voltar para cá para depois voltar pro Senado”, declarou.
O ministro destacou que o texto aprovado na Câmara é fruto de um amplo processo de negociação, que buscou conciliar diferentes visões. “Aqui tem visão respeitar o empresariado, o trabalhador e os parlamentares brasileiros, inclusive da oposição. Portanto, creio que o Senado terá sabedoria para ouvir”, completou.
Próximos passos na Câmara
A expectativa do governo é que o relatório da PEC seja votado no plenário da Câmara dos Deputados ainda nesta quarta-feira, sem a necessidade de alterações que pudessem atrasar o trâmite.

