Pressão e Petróleo
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira (22) que seria uma decisão inteligente por parte de Nicolás Maduro deixar o poder na Venezuela. Trump também indicou que os Estados Unidos poderiam ficar com o petróleo venezuelano apreendido nas últimas semanas ou vendê-lo. Essa declaração ocorre em meio a uma campanha de pressão que inclui o aumento da presença militar dos EUA na região e operações contra embarcações supostamente ligadas ao tráfico de drogas.
Ameaças e Críticas
Questionado se o objetivo da pressão era forçar a saída de Maduro, Trump respondeu afirmativamente, mas ressaltou que a decisão cabia ao líder venezuelano. “Acho que seria inteligente da parte dele fazer isso. Mas, novamente, vamos descobrir”, afirmou. Ele acrescentou que, se Maduro “jogar duro”, será a última vez que poderá fazê-lo. O presidente americano também criticou o presidente colombiano Gustavo Petro, chamando-o de “muito ruim” e acusando seu país de produzir cocaína enviada para os EUA.
Bloqueio e Apreensões
A estratégia de Trump inclui um “bloqueio” a petroleiros que entram e saem da Venezuela, além de operações de apreensão. A Guarda Costeira dos EUA tem realizado perseguições a navios em águas internacionais próximas à Venezuela. Sobre o petróleo apreendido, Trump mencionou a possibilidade de vendê-lo, guardá-lo ou utilizá-lo para reabastecer as reservas estratégicas americanas.
Reação de Maduro
Sem comentar diretamente as declarações de Trump, o presidente venezuelano Nicolás Maduro afirmou que cada líder deve cuidar dos assuntos internos de seu próprio país. Essa declaração parece ser uma resposta indireta às pressões internacionais, reforçando a soberania venezuelana.

