2025/12 — Ex Diretor Da Prf, Silvinei Vasques, é Entregue Ao Brasil Após Fuga Frustrada Para El Salvador

2025/12 — Ex-diretor da PRF, Silvinei Vasques, é entregue ao Brasil após fuga frustrada para El Salvador

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Fuga em andamento

A Polícia Nacional do Paraguai entregou na noite de sexta-feira (29/12) às autoridades brasileiras o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques. Ele foi preso no Aeroporto de Assunção enquanto tentava embarcar em um voo para El Salvador, após fugir do Brasil. A transferência para Brasília foi confirmada.

Silvinei Vasques, que liderou a PRF durante o governo de Jair Bolsonaro, foi condenado há dez dias pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 24 anos e seis meses de prisão por sua participação em uma trama golpista. A fuga de Vasques começou na noite de Natal, quando ele rompeu a tornozeleira eletrônica e deixou sua residência em São José (SC).

Plano de fuga detalhado

Segundo investigações da Polícia Federal (PF), o plano de fuga de Silvinei envolveu o uso de uma célula de identidade e um passaporte paraguaios. Ele alugou um veículo para percorrer os 1.300 quilômetros até a fronteira, uma viagem que dura pelo menos 18 horas. As autoridades só perceberam a fuga por volta das 3h do dia 25 de dezembro, quando a tornozeleira eletrônica parou de emitir sinal.

Ao ser detido no Paraguai, Silvinei portava documentos de identidade e passaporte paraguaios em nome de Julio Eduardo Baez Fernandez, com quem não possuía qualquer relação. Ele também carregava uma carta em espanhol alegando sofrer de câncer cerebral e ter dificuldades de comunicação, justificando a viagem para tratamento médico.

Contexto da condenação

A condenação de Silvinei Vasques está ligada ao uso político da PRF durante as eleições de 2022. Investigações apontam que blitze e fiscalizações foram intensificadas em rodovias do Nordeste, região com forte apoio a Luiz Inácio Lula da Silva, com o objetivo de dificultar o voto de eleitores petistas. Mensagens e depoimentos indicam que a ação teria sido planejada pelo Ministério da Justiça, com aval do então ministro Anderson Torres, e executada por Vasques.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) afirma que as diretrizes ilícitas foram acolhidas por Vasques, que teria direcionado recursos da PRF para impedir a perda de poder de Jair Bolsonaro.

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